Reforma eleitoral: Motta articula voto distrital misto a partir de 2034

PRedação Política.RS1 de nov. de 2026, 15h15
Reforma eleitoral: Motta articula voto distrital misto a partir de 2034
Imagem: Politica News

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniu na quarta-feira (28) líderes e dirigentes partidários para iniciar a construção de uma reforma eleitoral. A ideia em negociação é substituir o atual sistema proporcional pelo voto distrital misto até 2034, com uma etapa de transição nas eleições de 2030. Participaram do encontro representantes de União Brasil, PP, PSD, Republicanos, MDB, federação PSDB-Cidadania e Podemos, e Motta disse que buscará também o apoio de PL e PT, com a meta de votar a PEC ainda este ano.

Pelo modelo, cada eleitor teria dois votos: um para um representante do seu distrito e outro para um partido. Motta defende que a mudança tornaria as eleições mais participativas e baratas. A proposta é vista, porém, como uma reação do centrão ao crescimento do PL no Congresso.

A iniciativa também enfrenta críticas. Em coluna publicada nesta semana, o argumento é que o sistema poderia abrir caminho para listas fechadas definidas pelas direções partidárias, permitindo que candidatos ocupem cadeiras sem terem recebido votos diretos — modelo que, segundo o texto, já foi rejeitado duas vezes pelo Congresso. O colunista também aponta outro ponto sensível: quem traçará os limites dos distritos, decisão que pode favorecer ou excluir regiões inteiras da representação. Defensores do distrital misto, por outro lado, argumentam que a parte proporcional preserva a representação de minorias e partidos menores, enquanto o voto distrital aproxima eleitor e eleito.

As conversas ainda estão no início, e a reforma depende de acordo entre os partidos e aprovação do Congresso.

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