RGE admite erro em leitura; 350 reclamações chegam ao Procon de Bento Gonçalves
Um único caso teve fatura recalculada; pedido de investigação foi enviado ao MPF, MPRS e à AGERGS.

RGE reconheceu erro na validação de uma leitura, com fatura de R$ 1.124,35 recalculada para R$ 526,60.
O Procon de Bento encaminhou as 350 reclamações de agosto ao Ministério Público Federal, ao Ministério Público do RS e à AGERGS para investigação.
Alan De Moura Vieira, coordenador de políticas públicas do Procon, diz que parte das reclamações está em análise pela RGE e outra foi classificada como improcedente; apenas um caso foi confirmado como cobrança indevida após erro nas leituras de maio e junho de 2026.
A primeira reunião entre Procon e RGE ocorreu em 17 de agosto; a concessionária não apresentou planilhas, laudos ou explicação técnica sobre os aumentos nas contas.
O Procon já abriu 30 processos administrativos contra a RGE e afirma que reunirá toda a documentação das 350 reclamações para repassar ao MPF e ao MPRS.
A RGE comunicou que a migração de sistema afetou cerca de 740 mil consumidores, alterou cronogramas de cobrança para 23% dos clientes e dividiu a conta de agosto em seis parcelas entre outubro de 2026 e março de 2027.
"A RGE reconheceu que não conseguiu validar a leitura do medidor nas competências de maio e junho de 2026", afirmou Alan De Moura Vieira sobre o caso confirmado em Bento Gonçalves.
A concessionária também informou que os cortes de energia permanecerão suspensos enquanto as contestações das faturas estiverem sendo analisadas; a AGERGS se comprometeu a abrir procedimento administrativo.
350 — reclamações formais registradas no Procon em agosto
R$ 1.124,35 → R$ 526,60 — valor da fatura recalculada após correção
maio e junho de 2026 — competências em que houve divergência de leitura
17 de agosto — data da primeira reunião entre Procon e RGE
740.000 — consumidores afetados pela migração de sistema
23% — clientes com cronograma de cobrança alterado
30 — processos administrativos já abertos contra a companhia