Rigotto defende impeachment de Moraes e quer tirar Alcolumbre da presidência
Candidato ao Senado disse, em entrevista na Spaço FM nesta quarta (16), que atuará pela saída de Alexandre de Moraes e de Davi Alcolumbre

Germano Rigotto defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e prometeu impedir Davi Alcolumbre de permanecer na presidência do Senado.
Se eleito ao Senado, Rigotto afirmou que votará pelo afastamento de Moraes na próxima legislatura caso o ministro ainda esteja no STF.
Na entrevista nesta quarta, 16, ao programa Fim de Expediente na Spaço FM 100.9, Rigotto classificou a sessão do STF da terça como “uma vergonha”, criticou corporativismo e divisão entre ministros e disse haver ministros envolvidos em irregularidades.
Rigotto propôs mudança na escolha de ministros: lista sextupla com seis nomes (dois indicados pela OAB, dois pelo Conselho Nacional de Justiça e dois pelo Conselho do Ministério Público), o Senado escolhe três e o presidente da República escolhe um; também defendeu mandato de 15 anos e limites a decisões monocráticas.
Ele pediu fim do foro privilegiado para deputados e senadores, sugerindo que sejam julgados pelo Superior Tribunal de Justiça ou por tribunal regional, e voltou a acusar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de engavetar CPIs e processos de impeachment, citando o caso do Banco Master.
Rigotto declarou apoio a uma anistia a pessoas condenadas pelos atos de 8 de janeiro e disse que votaria também por anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, alegando que algumas condenações foram exageradas.
“Eu estando no Senado Federal, primeira coisa é impeachment do Alexandre de Moraes”, declarou Rigotto durante a entrevista.
6 — nomes na lista sextupla proposta
15 anos — duração do mandato sugerida para ministros do STF
Rigotto disse que vai se mobilizar, mostrar e trabalhar para que Alcolumbre não seja reconduzido à presidência do Senado na próxima legislatura.