RS pode embarcar 4 mil toneladas de miúdos de suínos por mês à China
Protocolo sanitário ampliado permite novos produtos e deve gerar US$100–120 milhões anuais ao Estado.

Rio Grande do Sul tem potencial para exportar 4 mil toneladas mensais de miúdos de suínos à China.
A abertura do mercado deve injetar entre US$100 milhões e US$120 milhões por ano na economia gaúcha.
O protocolo sanitário bilateral foi revisado para liberar mais tipos de miúdos; a prioridade agora é assinar contratos para viabilizar os embarques.
Rogério Kerber, diretor-executivo do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (Sips), citou coração, rim e estômago como exemplos: "os miúdos internos ou miúdos vermelhos são coração, rim, estômago".
O Estado tem oito frigoríficos habilitados ao mercado chinês: Lajeado, Santo Ângelo, Santa Rosa, São Luiz Gonzaga, Três Passos, Sarandi, Seberi e Caxias do Sul.
O Rio Grande do Sul já atende ao requisito chinês de não usar ractopamina; em maio de 2025 o Brasil foi reconhecido livre de febre aftosa sem vacinação.
A Associação Brasileira de Proteína Animal, por meio do presidente Ricardo Santin, estimou mais de US$100 milhões adicionais para o setor brasileiro com carne suína com osso e outros produtos.
O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que o protocolo representa "valorização da produção nacional" e acesso a um mercado de mais de US$2,5 bilhões por ano.
O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, disse que a cooperação agropecuária entre os países mostra dinamismo e apresenta grande potencial; recentemente houve missão que visitou a planta de Santo Ângelo.
4.000 toneladas/mês — capacidade estimada de exportação do RS
US$100–120 milhões/ano — impacto econômico esperado para o RS
US$2,5 bilhões/ano — mercado citado pelo ministro André de Paula
Com o protocolo revisado, a próxima etapa é a assinatura dos contratos comerciais para iniciar os embarques.