Sabatina discute plataforma climática com candidaturas do RS em Porto Alegre
Evento reuniu candidatos a Assembleia, Câmara e Senado, com sete eixos temáticos e participantes inscritos até 27/8 na plataforma Vote pelo Clima

Na noite de quarta-feira, a sede do SIMPA, em Porto Alegre, sediou sabatina com candidaturas à Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e Senado do RS.
As candidaturas participantes foram as inscritas até 27/8 na plataforma Vote pelo Clima, limite usado pelos organizadores para selecionar os debatedores.
O evento foi organizado pela AGAPAN, APEDEMA, FEAPOA, Casca Socioambiental e Ser Ação Ativismo Ambiental, com apresentação do jornalista Heverton Lacerda, presidente da AGAPAN; o auditório do SIMPA ficou lotado.
Compareceram como candidatos à Assembleia Léo da Costa (PT), Rogério Chimanski (Rede), Sofia Cavedon (PT), Matheus Gomes (PSOL) e Giovani Culau (PCdoB); à Câmara Paulo Brack (PSOL), Tiago Dominguez (PSOL) e Marlise Janete (PSTU); ao Senado, Daniela Maidana (PSTU) pela chapa "Daniela Mulheres Socialistas".
Karen Santos (PSOL) e Laura Sito (PT) foram representadas por Matheus Balardin e pela vereadora Juliana de Souza, respectivamente.
As discussões seguiram sete eixos: emergência climática e transição energética; unidades de conservação; agricultura e agroecologia; educação ambiental; megaempreendimentos; reestruturação dos órgãos ambientais; e licenciamento, fiscalização e participação social.
No bloco sobre educação ambiental, Matheus, representando Karen Santos (PSOL), defendeu inclusão nas diretrizes curriculares, formação de docentes e hortas escolares; Giovani Culau (PCdoB) propôs "Laboratórios do Clima" e climatização de salas; Sofia Cavedon (PT) citou Projeto de Lei da Semana Estadual de Prevenção aos Desastres Socioambientais; Léo da Costa (PT) pediu cartas geotécnicas obrigatórias, sirenes, pluviômetros comunitários e sensores em rios; Juliana de Souza vinculou educação ambiental ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Sobre órgãos ambientais e licenciamento, Tiago Domingues (PSOL) denunciou pressões sobre técnicos da FEPAM no litoral norte e pediu concursos públicos; Paulo Brack (PSOL) cobrou aplicação do Zoneamento Ambiental e estrutura para o SNUC; Giovani Culau (PCdoB) defendeu recriar fundações estaduais extintas — FEPAGRO, CIENTEC, Fundação Zoobotânica, FEE, FDRH e METROPLAN; Léo da Costa propôs legislação para manutenção e auditoria anual de diques, comportas e casas de bomba.
Em preservação, Léo da Costa pediu lei que reconheça banhados como infraestrutura natural anti-enchentes; Sofia Cavedon propôs ampliar Unidades de Conservação no Pampa e Mata Atlântica e participação social na destinação dos R$ 14 bilhões do fundo estadual Funrigs.
No debate agrário, o documento de Paulo Brack registrou expansão de 600% da monocultura da soja em 50 anos, redução de 42% no cultivo de feijão e 74% no de arroz, e crescimento de 400% na venda de agrotóxicos nos últimos 25 anos, chegando a 826 mil toneladas em 2024; Brack propôs bloquear R$ 516 bilhões em juros subsidiados do Plano Safra ao agronegócio exportador, transferindo recursos ao Programa Nacional de Agroecologia, e revogar a Lei 14.785/2023 e a Lei Kandir.
As perguntas aos candidatos vieram do roteiro das entidades e de envio público por formulário, cobrindo propostas e compromissos concretos para políticas socioambientais no RS.