Sanderson, Van Hattem e Rigotto fizeram críticas ao STF, enquanto Milton Cardoso confrontou adversários sobre coerência política e uso de re

Críticas ao Supremo Tribunal Federal, pedidos de impeachment de ministros, combate às facções criminosas, uso de dinheiro público nas eleições e regulamentação das redes sociais marcaram os principais embates do debate entre candidatos ao Senado pelo Rio Grande do Sul, promovido pela Rádio Gaúcha nesta sexta-feira (11). O encontro reuniu oito concorrentes às duas vagas em disputa.
Ubiratan Sanderson (PL) afirmou que o país vive uma “degradação institucional” e acusou o aparelhamento do STF e da Polícia Federal. Marcel van Hattem (Novo) criticou decisões judiciais envolvendo jornalistas e manifestantes e defendeu que PCC e Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas.
Milton Cardoso (PSDB) protagonizou alguns dos momentos de maior confronto. Ao responder a Van Hattem, questionou a coerência política do adversário por alianças anteriores e criticou parlamentares que utilizam recursos públicos em campanhas. Em outro momento, elevou o tom contra a bancada do PL e partidos tradicionais, destacando que não utiliza dinheiro público para financiar sua campanha.
Sanderson também fez duras críticas à segurança nas fronteiras, que comparou a um “queijo suíço”, relacionando a fragilidade da fiscalização ao crescimento das facções e ao tráfico de armas e drogas. Frederico Antunes (PSD) defendeu mais efetivo, investimentos e cooperação internacional para enfrentar o problema.
O STF voltou ao centro do debate quando Renato Jaguarão (Cidadania) defendeu a cassação de ministros que cometerem crimes. Germano Rigotto (MDB) afirmou que o Senado precisa analisar pedidos de impeachment e citou Alexandre de Moraes. Já Paulo Pimenta (PT) e Manuela d’Ávila (PSOL) defenderam medidas mais duras contra conteúdos de ódio nas redes sociais.