Saúde entra no centro da disputa pelo Piratini
Zucco tem plano detalhado, Juliana promete aplicar 12% da receita, Gabriel aposta na continuidade e Maranata quer criar polos regionais

A saúde entrou definitivamente no centro da disputa pelo Governo do Rio Grande do Sul. Segunda maior preocupação dos gaúchos, atrás apenas das enchentes, a área ganhou espaço nos planos dos quatro principais candidatos ao Palácio Piratini. Todos reconhecem filas, demora no atendimento e a necessidade de regionalização, mas apresentam caminhos diferentes.
Luciano Zucco (PL) apresenta o programa mais detalhado, com 21 propostas. Entre os destaques estão a integração das filas de consultas, exames, cirurgias e leitos, ampliação da telessaúde, regionalização dos atendimentos, revisão do Programa Assistir e mudanças na gestão do IPE Saúde. O plano também prevê indicadores públicos de tempo de espera e qualidade do atendimento.
Juliana Brizola (PDT) coloca como principal compromisso a aplicação integral dos 12% da receita líquida em saúde. Também promete uma força-tarefa para zerar filas de cirurgias, exames e consultas, além da criação de um prontuário eletrônico unificado e regionalização da média e alta complexidade.
Gabriel Souza (MDB) aposta principalmente na continuidade e ampliação de políticas dos governos Eduardo Leite. Entre as propostas estão fortalecer o SUS Gaúcho, Assistir, Saúde 60+, TEAcolhe e ampliar a digitalização do sistema.
Marcelo Maranata (PSDB) quer organizar o Estado em sete grandes polos regionais de saúde, reduzindo a chamada “ambulancioterapia”. Também propõe central única para acompanhamento das filas, revisão nacional da tabela SUS e consórcios municipais para compra de medicamentos e equipamentos.