Serviço Família Acolhedora é relançado em Santa Cruz do Sul
Retomada ocorreu nesta quarta, 19, com equipe própria e busca por famílias para acolhimento temporário

O Serviço Família Acolhedora foi relançado em Santa Cruz do Sul nesta quarta-feira, 19.
O serviço volta com equipe própria: uma assistente social, uma psicóloga e a coordenação, e foca na captação de novas famílias.
O relançamento foi marcado por programação na Câmara de Vereadores; o objetivo é ampliar o número de residências que recebam crianças e adolescentes afastados por medida protetiva.
O programa, vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Inclusão, seleciona, capacita e acompanha as famílias interessadas.
Ao contrário do acolhimento institucional, a proposta mantém a criança ou o adolescente em uma residência, com acompanhamento individualizado durante o afastamento da família de origem.
A coordenadora do Família Acolhedora, Mônica Pitrovski, afirmou que o trabalho inicial está concentrado na captação de novas famílias e explicou os passos do processo de inscrição e preparação.
Requisitos para se candidatar incluem ter pelo menos 18 anos, residir em Santa Cruz do Sul, não ter antecedentes criminais e apresentar disponibilidade afetiva e emocional para o acolhimento.
O serviço está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi retomado após período de interrupção no município.
A retomada também contou com palestra da psicóloga Suzana Pellegrini, mestre em Serviço Social e referência na política de convivência familiar e comunitária.
"Ao invés dessa criança ou adolescente ir para uma instituição, onde o cuidado é coletivo, ela passa a ser cuidada por uma família na sua casa", disse Mônica Pitrovski durante o evento.
Famílias interessadas devem procurar a Secretaria de Desenvolvimento Social ou o próprio Serviço Família Acolhedora para se cadastrar e iniciar a preparação e avaliação técnica.