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Setor florestal e Corpo de Bombeiros fecham acordo técnico para prevenir incêndios em Minas

Plano integrado inclui ACT em 2026, PAM Florestal, investimento privado, brigadas e monitoramento por satélite

Redação POLITICA.RS20 de ago. de 2026 · 17h053 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Setor florestal e Corpo de Bombeiros fecham acordo técnico para prevenir incêndios em Minas
Reprodução: www.agrolink.com.br

Minas Gerais amplia ação integrada entre setor florestal, governo e emergência para a temporada de estiagem.

O plano prevê a assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais em 2026, formalizando atuação conjunta entre brigadas privadas e forças estaduais.

No último ciclo seco Minas teve cerca de 305 mil hectares queimados e prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão, afetando áreas produtivas, vegetação nativa e operações industriais.

O modelo integra prevenção, preparo e combate, com fortalecimento de protocolos conjuntos, investimentos privados em estrutura operacional, capacitação de brigadas e novos acordos de cooperação técnica.

A Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) passa a integrar o Programa Minas Contra o Fogo, responsável pela operacionalização das ações previstas no plano.

O Plano de Auxílio Mútuo Florestal (PAM Florestal) reúne empresas para compartilhamento de equipes, equipamentos, caminhões-pipa, sistemas de monitoramento e apoio logístico em regiões estratégicas.

O PAM organiza também ações preventivas como construção de aceiros, limpeza de margens de rodovias, monitoramento por torres de observação e detecção de focos de calor em tempo real.

Minas concentra cerca de 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas, equivalente a 24% da base florestal brasileira, distribuídas em 803 municípios e presentes em 94% do território mineiro.

O setor mantém aproximadamente 1,3 milhão de hectares de vegetação nativa conservada, área comparável à ocupada pela cultura do café no estado.

"Estamos diante de um cenário em que a prevenção precisa ser estruturada de forma coletiva", disse Adriana Maugeri, presidente executiva da AMIF, sobre a necessidade de integração entre setor privado e poder público.

O próximo passo é a formalização do ACT com o Corpo de Bombeiros em 2026 e a operacionalização imediata das ações do Programa Minas Contra o Fogo.