Sobrenome de marido vira marca eleitoral nas urnas
Candidatas que apostam em sobrenomes familiares

O sobrenome do marido também pode render votos. Em coluna publicada nesta segunda-feira (28), em Zero Hora, a jornalista Rosane de Oliveira chama a atenção para candidatas que utilizam nomes associados aos cônjuges como identidade eleitoral.
Entre elas está Deisi Maranata (Podemos), mulher de Marcelo Maranata (PSDB), candidato ao governo do Rio Grande do Sul.
O caso de Deisi tem uma curiosidade. Seu nome civil é Deisi Silveira Ronaldo, enquanto o próprio marido, anteriormente chamado Marcelo Soares Reinaldo, incorporou Maranata ao nome por motivos religiosos.
De origem aramaica, a expressão significa "vem, Senhor". A fé também marca a imagem pública do candidato, que costuma repetir a frase "Nunca foi sorte, sempre foi Deus" e chegou a encerrar sua participação no último debate da Rádio Gaúcha cantando um louvor.
A lista da colunista inclui ainda Regina Becker Fortunati (PDT), conhecida pela defesa dos animais; Adri Cherini (PL), mulher do presidente estadual do partido, Giovani Cherini; Kelly Moraes (PL), que manteve o sobrenome do ex-marido, Sergio Moraes, mesmo após o divórcio; e Nicole Covatti (PP), mulher do presidente estadual do PP, Covatti Filho.
A reportagem evidencia como os sobrenomes familiares continuam presentes nas estratégias eleitorais, inclusive entre candidatas com trajetórias políticas próprias.