STF sinaliza unificação do caso de Mendonça com o de Alexandre de Moraes
Placar provisório é 4×3; julgamento conjunto deve ficar para 23 de setembro após pedido de adiamento

A sessão do STF nesta terça (15) teve votação que indica o adiamento do julgamento de Alexandre de Moraes e a unificação com o caso de André Mendonça, provável para 23 de setembro.
O placar parcial ficou 4×3 a favor do adiamento, com quatro ministros votando por adiar e três contra.
Cristiano Zanin, Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes votaram pelo adiamento; Edson Fachin e André Mendonça votaram contra; faltam os votos de Luiz Fux e Cármen Lúcia, além da fala do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O ministro Kassio Nunes Marques declarou suspeição e deixou o plenário no início da sessão, gesto que especialistas avaliam como relevante para o rumo do julgamento.
A cientista política Priscila Lapa avalia que a fala extensa de Alexandre de Moraes dada nesta madrugada pautou o debate para o devido processo legal, favorecendo ministros com posição legalista.
Lapa afirma que a conduta de André Mendonça está baseada em “ética seletiva e gradação de culpabilidade”, e diz que essa lógica é prejudicial à democracia.
A cientista também observa que a sessão expõe o STF em meio à eleição presidencial que ocorrerá em pouco mais de 15 dias.
4×3 — placar parcial da sessão
23 de setembro — data prevista para unificação dos casos
15 dias — tempo até a eleição presidencial, segundo a avaliação citada
1º de outubro — fim do horário eleitoral mencionado na programação de rádio
O próximo passo é a continuidade do julgamento com os votos faltantes e a possível unificação formal dos processos para a sessão de 23 de setembro.