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Super El Niño atingirá pico entre out.–dez. de 2026 e pode pressionar hospitais

Governo prevê gastar até R$ 1,3 bilhão; especialistas dizem que demanda e interrupções podem aumentar antes, durante e depois do evento

Redação POLITICA.RS21 de ago. de 2026 · 23h053 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Super El Niño atingirá pico entre out.–dez. de 2026 e pode pressionar hospitais
Evan-Amos (Public domain) via Wikimedia Commons

O Super El Niño terá pico entre outubro e dezembro de 2026 e pode aumentar a pressão sobre hospitais públicos e privados.

O governo federal prevê gastar até R$ 1,3 bilhão em ações de saúde, monitoramento e resposta a desastres para o evento.

Enchentes, deslizamentos, tempestades e ondas de calor podem interromper unidades, dificultar deslocamento de equipes e afetar abastecimento de medicamentos.

Iomani Engelmann, co-CEO da Pixeon, afirma que o sistema de saúde brasileiro costuma reagir às crises mais do que se preparar para elas.

Pedro Marton Pereira, presidente da epHealth, aponta risco de aumento de atendimentos por traumas, infecções, doenças respiratórias, descompensação de doenças crônicas e sofrimento psíquico.

O Sul do país pode registrar chuvas intensas, enchentes e deslizamentos, o que favorece exposição à água contaminada e deslocamento de famílias para abrigos.

As enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 geraram mortes por leptospirose e centenas de casos confirmados após o recuo das águas.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que hospitais avaliem estrutura física, equipes, medicamentos, transporte e comunicação para manter funcionamento em emergências.

Especialistas dizem que é preciso transformar previsões climáticas em cenários de demanda assistencial e revisar impactos na operação dos hospitais antes do evento.

Atenção Primária é citada como vantagem pela capilaridade no território; deve ser conectada a planos de contingência para localizar pacientes vulneráveis.

"Muitos hospitais possuem planos de contingência, protocolos e estruturas de resposta, mas a implementação é desigual entre regiões e instituições", disse Iomani Engelmann.

Antes do pico do El Niño, gestores precisam revisar planos, testar rotinas, integrar tecnologia, treinar equipes e reduzir o tempo entre impacto e resposta coordenada.