SUS passa a monitorar UTIs em tempo real com IA
Central no HC‑FMUSP acompanha 60 leitos hoje; objetivo é chegar a 280 leitos em 14 instituições.

Ministério da Saúde lançou nesta quinta (3) a Central de Comando das UTIs Inteligentes do SUS para monitorar sinais vitais em tempo real com inteligência artificial.
A expectativa do ministério é antecipar complicações, reduzir o tempo de internação e aumentar a disponibilidade de leitos na rede pública.
A apresentação foi feita no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HC‑FMUSP); a central opera 24 horas e reúne dados transmitidos automaticamente de UTIs conectadas.
Atualmente seis hospitais têm UTIs Inteligentes em Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS); são 60 leitos que enviam frequência cardíaca, pressão arterial e níveis de oxigênio à central.
O sistema usa inteligência artificial para identificar alterações nos parâmetros dos pacientes e permitir um acompanhamento mais preciso; a próxima etapa prevê instalação de monitores multiparâmetros e ampliação da conectividade entre hospitais.
O projeto prevê, na fase seguinte, incorporar respiradores pulmonares e camas inteligentes; a meta final é chegar a 280 leitos inteligentes em 14 instituições de saúde.
O programa inclui também o SAMU Inteligente, que integra equipes pré‑hospitalares, Centrais de Regulação e hospitais; o serviço já opera em bases de Porto Alegre, Belo Horizonte e Recife e permite monitorar o paciente antes da chegada à unidade.
O ministro Alexandre Padilha anunciou a criação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) para gerir a estrutura que será construída em São Paulo e visitou o novo acelerador linear Elekta Versa HD do Instituto de Radiologia do HC, investimento de R$ 8,5 milhões.
6 — hospitais com UTIs Inteligentes hoje
60 — leitos conectados atualmente
280 — meta de leitos ao final da expansão
14 — instituições previstas na rede
R$ 8,5 milhões — investimento no acelerador linear Elekta Versa HD
60 procedimentos por mês — capacidade estimada do novo acelerador (≈720 por ano)
A próxima etapa concreta é a ampliação da infraestrutura de conectividade, a instalação de novos monitores e a incorporação gradual de respiradores e camas inteligentes nas fases seguintes.