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Tarso Genro: “Quando é que vai ser oportuno?” sobre responsabilizar torturadores

Ex-ministro fez a pergunta ao receber o Prêmio Rubens Paiva e retomou debates que travou no Ministério da Justiça em 2007–2009.

Redação POLITICA.RS7 de set. de 2026 · 20h359 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Tarso Genro: “Quando é que vai ser oportuno?” sobre responsabilizar torturadores
Antonio Cruz (CC BY 3.0 br) via Wikimedia Commons

Tarso Genro perguntou “Quando é que vai ser oportuno?” ao receber o Prêmio Rubens Paiva na categoria Defensores dos Direitos Humanos, ao retomar a disputa sobre responsabilização de agentes da ditadura.

Em 2007, Tarso assumiu o Ministério da Justiça; naquele ano Paulo Abrão passou a presidir a Comissão de Anistia e, em 2007–2008, cerca de 20 mil pedidos foram apreciados, número similar ao total dos seis primeiros anos da Comissão.

Tarso destacou a reorganização da Polícia Federal, concentrou-se na Comissão de Anistia, nas políticas de reparação e na tentativa de reinterpretar a Lei da Anistia; citou a defesa, junto com Paulo Abrão, de que a reparação é dever do Estado.

Em julho de 2008 o Ministério da Justiça realizou audiência pública sobre os limites da Lei da Anistia e a responsabilização de agentes por tortura, iniciativa que gerou reação de setores militares e divergências internas no governo.

Tarso relatou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu o fim das reuniões promovidas pelo ministério; em resposta Tarso lançou as Caravanas da Anistia, autorizadas por Lula, para transformar julgamentos em sessões públicas nas universidades.

As Caravanas começaram em 2008 e integraram a mudança que aproximou reparação de memória e educação; em 2009 Tarso falou na Universidade Federal de Uberlândia sobre o preço pago pelas gerações anteriores.

Tarso recordou atividade no Bico do Papagaio ligada à Guerrilha do Araguaia, disse ter conseguido um voo da Força Aérea para reconhecer guerrilheiros e camponeses coagidos pelo Exército.

Em artigo de 2009 Tarso Genro e Paulo Abrão afirmaram que verdade, memória, justiça, reparação e reforma das instituições compõem a justiça de transição; Tarso concluiu: “A questão da anistia, na minha opinião, é incompleta até hoje.”