Trump recebe Xi e diz que China não quer barreiras à inteligência artificial
Encontro na Casa Branca inclui desfile militar, 21 salvas e jantar com líderes de IA — negociações seguem sem prazo por avanços concretos

Donald Trump afirmou nesta quinta que a China também não quer impor barreiras ao desenvolvimento da inteligência artificial.
Trump busca a neutralidade chinesa às vésperas das eleições de meio de mandato, em pouco mais de um mês, e diante do impasse na guerra contra o Irã.
Xi Jinping e a primeira-dama Peng Liyuan serão recebidos nesta quinta a partir das 10h (11h em Brasília) na Casa Branca com desfile militar, uma salva de 21 tiros e sobrevoo de um esquadrão da Força Aérea; em seguida começam as discussões entre as equipes dos dois líderes.
O secretário do Tesouro Scott Bessen anunciou que a trégua comercial entre EUA e China ficará suspensa por dois meses, até 10 de janeiro, após a chegada de Xi no dia anterior.
A China, cuja economia sofreu com a instabilidade no Oriente Médio e com crise no abastecimento de petróleo, tem interesse em manter o status quo, enquanto os EUA pressionam por garantias comerciais e de segurança.
"A superinteligência será um grande tema de discussão, mas quero deixá-la exatamente como está", disse Trump, acrescentando: "Nossa segurança é o Departamento de Justiça"; Xi não se pronunciou sobre a IA, mas declarou que "nossos dois países devem ser parceiros, e não rivais" e que "os povos chinês e americano desfrutam de intercâmbios amistosos de longa data".
Líderes de empresas de IA, como Anthropic e OpenAI, foram convidados para o banquete de Estado na noite desta quinta-feira.
Durante o evento, Trump ligou para o CEO da Nvidia e afirmou que robôs não dominarão o mundo.
A última visita de Xi à Casa Branca foi em 2015, na gestão de Barack Obama.
A visita será concluída na manhã de sexta com um chá entre os dois casais presidenciais e uma visita aos Arquivos Nacionais, onde está guardada a Declaração de Independência dos Estados Unidos.