UFRGS é universidade pública ou comitê da esquerda?
Camozzato e Ramiro pedem o afastamento cautelar da reitora e apontam possível uso político-eleitoral da estrutura universitária

A Universidade Federal do Rio Grande do Sul voltou ao centro de uma grave controvérsia política. Os candidatos do Novo Felipe Camozzato, à Câmara dos Deputados, e Ramiro Rosário, à Assembleia Legislativa, protocolaram uma representação no Ministério Público Federal contra a Administração Central da UFRGS.
A iniciativa ocorreu após a Reitoria enviar, em 2 de setembro, um comunicado orientando estudantes e servidores sobre como agir ao identificar determinados grupos de direita dentro da universidade.
Para os candidatos, a medida pode representar uso ideológico da estrutura pública e tentativa de transformar adversários políticos em suspeitos. Eles pedem que o MPF investigue o caso, analise eventual finalidade político-eleitoral e avalie o afastamento cautelar da reitora durante a apuração.
A pergunta é inevitável. Desde quando pensar diferente virou motivo para monitoramento em uma universidade sustentada por todos os brasileiros?
A UFRGS deveria promover conhecimento, pluralidade e liberdade acadêmica. Se a Reitoria realmente decidiu catalogar grupos conforme sua orientação política, ultrapassou uma linha perigosa. Universidade pública não pode funcionar como diretório partidário nem como polícia do pensamento. Agora, caberá ao MPF esclarecer até onde foi a cartilha ideológica da Reitoria.