Denúncia

Vice de Gravataí nega envolvimento após operação por difamação contra Dimas Costa

Operação Persona cumpriu dois mandados em Gravataí; campanha diz que Levi estava afastado por tratamento de saúde

PRedação Política.RS11 de set. de 2026, 08h33· 53 acessos
Vice de Gravataí nega envolvimento após operação por difamação contra Dimas Costa
Reprodução: seguinte.inf.br

O vice-prefeito Dr. Levi Melo (Podemos) se manifestou nesta quinta (10) após a Operação Persona, da Polícia Civil, sobre ataques a Dimas Costa (PSD).

A ação, realizada na quarta (9), cumpriu dois mandados de busca e apreensão em residências de investigados em Gravataí.

A investigação diz que um perfil falso foi usado para ataques e que parte do conteúdo foi impulsionada nas redes sociais para ampliar alcance.

A nota assinada pela campanha de Levi — registrada para deputado federal — afirma que o episódio ocorreu enquanto ele estava afastado por um grave tratamento de saúde.

A campanha afirma haver indícios de possível participação de pessoa da assessoria de gabinete; um cargo de confiança (CC) ligado ao gabinete do vice-prefeito aparece entre os suspeitos.

A delegada Isadora Galian, responsável pelas investigações, confirmou que se tratava de um perfil falso e que os suspeitos teriam usado esse perfil para proferir ofensas.

A Polícia Civil informou que os investigados seriam servidores de uma prefeitura da Região Metropolitana de Porto Alegre, mas não divulgou oficialmente nomes ou qual prefeitura estaria envolvida.

O prefeito Luiz Zaffalon (PSD) disse que solicitará acesso ao inquérito e que, se confirmada participação de servidores municipais, adotará a exoneração.

A Operação Persona é conduzida pela Delegacia de Polícia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp), vinculada ao DERCC; a apuração começou após Dimas Costa registrar queixa em abril, quando ainda era deputado estadual.

Dimas afirmou que busca responsabilizar autores de ataques que teriam ultrapassado limites do debate; ele lembrou que o Código Penal vale também nas redes sociais.

A investigação apura quem criou e administrou o perfil, quem publicou o conteúdo e se uma conexão de internet de prefeitura foi usada; até agora, os investigados são considerados suspeitos, sem condenação.

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