Voto para o Senado se decide nas últimas 48 horas e depende da disputa presidencial
Com menos de 10 dias para a eleição, 68% dos eleitores estão indecisos sobre o Senado e a escolha presidencial puxa votos.

Voto para o Senado costuma ser definido nas últimas 48 horas, com menos de 10 dias para a eleição.
Isso torna a escolha presidencial crucial: 68% do eleitorado não sabe em quem votar para o Senado, e há abstenção de cerca de 40% entre o primeiro e o segundo voto.
O cientista político Paulo Roberto de Souza explicou que, se um candidato à presidência ou ao governo vence num estado, o candidato ao Senado do mesmo campo tende a obter votação igual ou superior; citou a Bahia como exemplo, onde uma votação de cerca de 60% para Lula tenderia a dar 60% ou mais ao primeiro candidato do PT (Jacques Wagner ou Rui Costa).
Souza lembrou transferências de voto em São Paulo entre 2010 e 2022, quando disputas presidenciais ou estaduais influenciaram eleitos ao Senado, citando a dobradinha Marta Suplicy e Netinho de Paula versus Aloysio Nunes em 2010.
O analista projeta um Senado “mais ideologizado”, com crescimento do PL de cerca de 15 para 25 senadores, e redução de partidos do Centrão e do PSD; a Câmara, por outro lado, tenderia a permanecer mais centrada.
Souza apontou baixo engajamento: 76% do eleitorado se sente desmotivado; ele atribui a apatia ao excesso de polarização, ataques mútuos e à falta de presença nas ruas das campanhas, destacando: "Falta rua nas campanhas."
A região Sudeste, por peso dos colégios eleitorais e indecisos metropolitanos, tem potencial de decidir o resultado; índices de abstenção em estados sem segundo turno para governador podem alterar o desfecho.
68% — eleitores indecisos sobre o Senado
~40% — abstenção entre primeiro e segundo voto
76% — eleitores que se sentem desmotivados
15 → 25 — projeção de senadores do PL
A eleição será em menos de 10 dias; o desfecho definido nos últimos dois dias de votação deve cristalizar as vagas ao Senado.