Economia

Alfabetiza Sergipe já matriculou 8.612 pessoas e paga bolsas de R$600

Programa criado em janeiro de 2025 tem orçamento de R$21 milhões e execução de R$10,730,989,67 até agora

PRedação Política.SE22 de out. de 2026, 09h31· 1 acesso
Alfabetiza Sergipe já matriculou 8.612 pessoas e paga bolsas de R$600
Reprodução: lagartense.com.br

O programa Alfabetiza Sergipe matriculou 8.612 pessoas em 2026 e está em fase de conclusão das atividades neste ano.

Cerca de 4.000 matriculados têm direito a receber bolsa de R$600 prevista pela lei do programa.

O programa, da Secretaria de Estado da Educação (Seed), foi criado em janeiro de 2025 e atende jovens e adultos a partir de 15 anos comprovadamente não alfabetizados, com aulas em duas etapas semestrais.

No primeiro semestre houve 138 turmas em 31 municípios; no segundo semestre foram abertas 207 novas turmas, totalizando atendimento em 31 municípios sergipanos.

O orçamento total destinado ao programa é de R$21.000.000,00, com R$10.730.989,67 efetivamente executados e pagos até o momento.

As bolsas para alfabetizandos são de R$600, pagas em quatro unidades: R$100 por unidade e R$200 na prova final; recebem quem comprovar inscrição no CadÚnico e 75% de frequência em cada unidade, explicou o coordenador Everton Pereira.

Os professores selecionados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) recebem R$1.200 mensais; eles fazem busca ativa porta a porta e também usam rádio e TV para localizar analfabetos em regiões com maior incidência.

Segundo os censos do IBGE de 2010 e 2022, o analfabetismo em Sergipe caiu de 18,4% para 13,8%, percentual que equivale a 240.415 pessoas de 15 anos ou mais; a faixa com menor alfabetização é a de 65 anos ou mais.

As aulas ocorrem majoritariamente no horário noturno em escolas estaduais; em Lagarto, na Diretoria Regional de Educação 2 (DRE 2), o Centro de Excelência Dom Mário Rino Sivieri coordena as atividades com Lívia Silva.

"Estou realizando o meu sonho", disse a aluna Rosemeire de Jesus, 58 anos, sobre participar das aulas e receber a bolsa; a aluna Givalda Maria, 59 anos, afirmou que "está gostando muito de estudar".

Atividades lúdicas compõem as aulas para tornar o aprendizado mais leve, com ênfase no resgate do direito de ler e escrever para pessoas que não tiveram oportunidade no passado.

O programa prevê a conclusão das atividades em 2026.

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