Professores estaduais de Sergipe fazem greve de 48 horas a partir de 26 de agosto
Categoria exige retomada dos escalonamentos da carreira; marcha em Aracaju será na quinta, às 15h30

Professores da rede estadual de Sergipe iniciaram nesta quarta, 26 de agosto, uma paralisação de 48 horas.
O Tribunal de Justiça de Sergipe proibiu a paralisação por falta de comunicação prévia e de plano operacional, com multa de R$ 60 mil por dia, limitada a R$ 600 mil, em caso de descumprimento.
No primeiro dia, a categoria realizou um ato no Calçadão da Rua João Pessoa, no Centro de Aracaju; na quinta, 27, fará marcha saindo do Iate Clube às 15h30, com destino ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE).
O protesto foi decidido em assembleia no dia 19 de agosto pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica do Estado de Sergipe (Sintese), que cobra a retomada dos escalonamentos da carreira do magistério de 40% a 100%, como eram até 2011.
O presidente do Sintese, professor Roberto Silva, afirmou que havia um compromisso do Governo do Estado em negociar a retomada da carreira e convocou “professoras e professores na rua e na luta, nos dias 26 e 27 de agosto”.
O sindicato também afirma que a Lei 213 “é inconstitucional” e que o governo tem protelado o cumprimento da decisão judicial que torna obrigatória a retomada dos escalonamentos.
A Secretaria de Estado da Educação (Seed) informou que todas as escolas estaduais permanecerão abertas durante a greve e que gestões escolares, professores, merendeiras, vigilantes e estudantes monitores garantirão acolhimento, alimentação, transporte e segurança nas unidades.
26 e 27 de agosto — duração da greve
R$ 60.000 — multa diária fixada pelo TJSE em caso de descumprimento
R$ 600.000 — limite total da multa
"A retomada dos escalonamentos da nossa carreira foi um compromisso firmado pelo Governo do Estado", disse o presidente do Sintese, Roberto Silva, ao convocar a paralisação.
A marcha marcada para quinta, 27 de agosto, às 15h30, sai do Iate Clube e segue até o Tribunal de Justiça de Sergipe.