Teto do crédito para carros de aplicativo sobe para R$ 200 mil
Portaria conjunta ampliou modelos elegíveis, incluindo novas configurações híbridas; medida já está em vigor desde 27 de julho

O governo elevou o limite de financiamento do Programa Move Brasil, Táxi e Aplicativos de R$ 150 mil para R$ 200 mil, com base no valor da nota fiscal.
Com o novo teto, o programa passa a atingir cerca de 88% do mercado brasileiro de veículos, ante aproximadamente 63% antes, segundo dados de emplacamentos da Fenabrave de 2025.
A mudança foi formalizada em portaria conjunta dos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Fazenda publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União; a alteração entrou em vigor em 27 de julho.
A portaria amplia a lista de híbridos elegíveis, agora contemplando combinações de motor elétrico com motor a combustão movido a álcool, gasolina e híbrido de álcool e gasolina, mantendo critérios de sustentabilidade e eficiência energética.
Dados do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) de 2026 mostram que híbridos podem reduzir em média cerca de 24% o consumo energético em comparação com versões convencionais equivalentes.
O Move Brasil prevê até R$ 30 bilhões em crédito para aquisição de veículos novos por motoristas de aplicativo e taxistas cadastrados no programa.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na noite de quarta-feira, 19, que a adesão ao programa está abaixo da expectativa inicial e que bancos privados têm menor participação em relação ao Banco do Brasil e à Caixa.
R$ 200.000 — novo teto por veículo, considerado na nota fiscal
R$ 150.000 — teto anterior
88% — mercado alcançado com o novo limite (Fenabrave, 2025)
63% — mercado alcançado antes da mudança (Fenabrave, 2025)
R$ 30 bilhões — crédito previsto pelo programa
~24% — redução média de consumo energético de híbridos (PBEV, 2026)
"O que a gente tem visto é uma participação maior dos bancos públicos, do Banco do Brasil e da Caixa, com menos apetite por parte dos bancos privados", disse Dario Durigan após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governo avalia ajustes para aumentar a participação de instituições privadas nas operações de financiamento e ampliar o número de financiamentos disponíveis aos beneficiários.