Economia

Arrecadação federal bate R$ 239,4 bilhões em setembro, novo recorde para o mês

Resultado é 5,6% maior na comparação real com setembro do ano passado; receitas no ano somam R$ 2,38 trilhões corrigidos

PRedação Política.TO22 de out. de 2026, 14h31
Arrecadação federal bate R$ 239,4 bilhões em setembro, novo recorde para o mês
Reprodução: www.tocantinsgospel.com.br

Governo federal arrecadou R$ 239,4 bilhões em setembro, recorde para o mês.

O valor representa alta real de 5,6% sobre os R$ 226,6 bilhões de setembro do ano passado e eleva a arrecadação de janeiro a setembro para R$ 2,38 trilhões corrigidos, crescimento real de 7%.

A Receita Federal divulgou o dado nesta quinta (22); a série histórica começa em 1995 — ou seja, é o maior setembro em 32 anos.

O recorde reflete crescimento econômico, altas de impostos medidas pelo governo nos últimos anos e aumento do preço do petróleo, que elevou royalties e participação na produção; o Executivo também instituiu taxação extra sobre exportações.

Medidas tributárias citadas incluem aumento na tributação de fundos exclusivos e offshores, mudanças em incentivos estaduais (subvenções), elevação de tributos sobre combustíveis em 2023, reoneração gradual da folha, fim de benefícios do Programa de Eventos (Perse), alta do IOF sobre crédito e câmbio e tributação sobre juros sobre capital próprio.

Em valores nominais, a arrecadação dos nove primeiros meses foi R$ 2,35 trilhões; em valores corrigidos ficou R$ 2,38 trilhões — recorde para o período.

R$ 239,4 bilhões — arrecadação em setembro

5,6% — alta real sobre setembro do ano passado (R$ 226,6 bilhões corrigidos)

R$ 2,35 trilhões — arrecadação jan-set (nominal)

R$ 2,38 trilhões — arrecadação jan-set (corrigida), alta real de 7%

R$ 34,3 bilhões — meta fiscal 2026 (0,25% do PIB)

R$ 68,6 bilhões — limite superior de tolerância da meta (0,5% do PIB)

R$ 57,8 bilhões — despesas que o governo pode excluir do cálculo (por exemplo, precatórios)

R$ 23,3 bilhões — rombo previsto na prática para 2026, mesmo com cálculo oficial positivo

O governo aposta no aumento da arrecadação para tentar cumprir a meta fiscal de 2026, que exige saldo positivo de 0,25% do PIB (R$ 34,3 bilhões) e aceita margem de tolerância até R$ 68,6 bilhões; o arcabouço fiscal permite excluir R$ 57,8 bilhões de despesas do cálculo, o que muda o resultado oficial.

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