Atraso do Governo do Tocantins põe hospitais privados em risco
Sindesto diz que repasses parciais ferem acordo de 7 de agosto e há pendências de maio (SUS) e junho (Plano Servir)

Governo do Tocantins deixou de cumprir integralmente acordo de 7 de agosto e atrasos ameaçam o funcionamento de hospitais e clínicas privadas, diz o Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde (Sindesto).
Há pendências de repasses: valores de maio para o SUS e de junho para o Plano Servir ainda não foram quitados; os pagamentos feitos são parciais e insuficientes para resolver dificuldades financeiras.
O sindicato publicou nota neste sábado (17) lembrando que quatro secretários estaduais participaram do acordo firmado em 7 de agosto e que os repasses parciais têm afetado prestadores do SUS e do Plano Servir.
Sindesto alerta que a falta de recursos pode atingir também pacientes de convênios como Cassi e Bradesco Saúde, porque hospitais compartilham médicos, equipamentos, medicamentos e estruturas entre atendimentos diferentes.
Para dimensionar o impacto, o sindicato detalha parte da rede privada no estado: mais de 45 mil procedimentos mensais; cerca de 6,5 mil pacientes atendidos; 202 leitos ativos; 78 leitos de UTI; e mais de 5,6 mil profissionais.
O sindicato afirma que acionou sua assessoria jurídica para cobrar o cumprimento do acordo e reforça que não deseja a interrupção dos atendimentos, mas que a manutenção dos atrasos pode comprometer a continuidade dos serviços.
A nota não informa suspensão de atendimentos nem o valor total da dívida.