Brics reforça defesa de reforma da governança global na declaração final
Documento da 18ª Cúpula, em Nova Délhi, reúne consensos sobre comércio, clima, finanças e segurança.

Líderes do Brics divulgaram a declaração final da 18ª Cúpula, em Nova Délhi, Índia.
O texto orienta atuação conjunta dos 11 membros em organizações multilaterais como ONU, G20 e OMC.
O bloco, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, tratou de governança global, comércio, desenvolvimento sustentável, clima, tecnologia e segurança internacional.
A declaração destaca o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) como instrumento estratégico, pede ampliação de recursos, operações em moedas locais e análise de novos pedidos de adesão.
Os líderes registraram o lançamento de um portal de conhecimento conjunto entre o Brics e o NDB para compartilhar práticas e projetos financiados.
O texto defende princípios para pagamentos transfronteiriços — interoperabilidade, liquidações em moedas locais e mecanismos mais rápidos, baratos e seguros para transações internacionais.
Para o Brasil, a declaração reforça a defesa de reforma da ONU e do Conselho de Segurança, com China e Rússia reiterando apoio às aspirações do Brasil e da Índia.
A declaração reafirma compromisso com a Agenda 2030, prioriza a erradicação da pobreza e pede maior representação de mulheres em postos de liderança internacionais.
11 países — composição atual do Brics
39% da economia mundial — participação dos 11 membros
48,5% da população mundial — representada pelo bloco
23% do comércio global — parcela do Brics
"Reiteramos nosso apoio a uma reforma abrangente da ONU, incluindo seu Conselho de Segurança, com o objetivo de torná-lo mais democrático, representativo, eficaz e eficiente", diz o documento.
O próximo passo é levar prioridades e consensos do texto a fóruns como ONU, G20 e OMC para orientar ações conjuntas.