CadÚnico: pessoas em situação de rua quase dobram no Brasil; Norte sobe 367%
Registros passaram de 198,7 mil em dez/2022 para 392,4 mil em jun/2026; Roraima quase multiplicou por sete.

Registros de pessoas em situação de rua no CadÚnico quase dobraram: de 198,7 mil em dezembro de 2022 para 392,4 mil em junho de 2026 (97,4%).
No Norte, os cadastros saltaram de 4,9 mil em janeiro de 2023 para 22,8 mil em junho de 2026 — alta de 367%, a maior entre as regiões.
Em Roraima, os registros passaram de 1.460 em janeiro de 2023 para 10.162 em junho de 2026, quase sete vezes; Rondônia registrou aumento de 450%.
No Nordeste, os cadastros subiram de 29,1 mil para 61 mil (109%); Sudeste cresceu 85%, Sul 83% e Centro-Oeste 79% no mesmo período.
São Paulo manteve o maior contingente absoluto e teve crescimento de 88% entre dez/2022 e jun/2026; o país soma acréscimo de aproximadamente 193,6 mil registros no período.
O CadÚnico não funciona como censo: reúne pessoas identificadas e cadastradas pelos municípios para acesso a políticas sociais, portanto o aumento pode refletir expansão da identificação e do cadastramento.
O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome informou que houve fortalecimento do cadastramento municipal, com retomada de capacitações; em dez/2023 foi lançado o Plano Nacional Ruas Visíveis com R$ 982 milhões iniciais.
Em julho de 2025, portaria incluiu famílias com pessoas em situação de rua entre grupos prioritários para ingresso no Bolsa Família.
198,7 mil — registros em dez/2022
262,5 mil — registros em dez/2023
392,4 mil — registros em jun/2026
97,4% — aumento nacional entre dez/2022 e jun/2026
367% — aumento no Norte entre jan/2023 e jun/2026
10.162 — registros em Roraima em jun/2026
Próximo marco dos dados: a base já considera cadastros municipais atualizados até junho de 2026, sem prazo público para nova divulgação.