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Censo 2022: pessoas com deficiência vivem em moradias com menos saneamento e serviços

Apenas 56,6% dos lares com pessoas com deficiência têm água, esgoto e coleta de lixo; há quedas na representação política.

Redação POLITICA.TO18 de set. de 2026 · 16h320 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Censo 2022: pessoas com deficiência vivem em moradias com menos saneamento e serviços
Reprodução: www.agenciatocantins.com.br

Censo 2022 mostra que pessoas com deficiência vivem em moradias com menos estrutura e acesso a serviços básicos.

Apenas 56,6% dos lares onde moram pessoas com deficiência têm os três serviços de saneamento (água, esgoto e coleta), ante 60,2% dos domicílios sem deficiência.

O acesso ao esgotamento sanitário alcança 59,8% dos lares com pessoas com deficiência, contra 63,1% nos lares sem deficiência; abastecimento de água por rede ou distribuição atinge 82% contra 83,1%; coleta de resíduos direta ou indireta chega a 90,1% contra 91,1%.

O acesso domiciliar à internet é 78,9% nos lares com pessoas com deficiência e 90,2% nos sem deficiência; máquina de lavar está em 60,4% desses lares e 68,9% nos sem deficiência; 2,4% dos lares com deficiência não têm banheiro exclusivo e 1,4% têm paredes externas predominantemente não duráveis (2,2% e 1,2% nos lares sem deficiência, respectivamente).

O indicador favorável é o adensamento: 3% dos domicílios com pessoas com deficiência têm três ou mais pessoas por dormitório, contra 4,8% nos sem deficiência.

As pessoas com deficiência gastam em média 37 minutos para chegar ao trabalho, 12% mais que os 33 minutos dos sem deficiência; 24,7% usam ônibus/BRT (21% entre sem deficiência), 23,7% andam a pé (17,4%), 7,8% usam bicicleta (6,1%) e apenas 22,8% usam automóvel/táxi (32,8% entre sem deficiência).

Houve queda na representação eleitoral de pessoas com deficiência: eleitos passaram de 578 em 2020 para 415 em 2024; vereadores homens de 459 para 356 e mulheres de 63 para 35; prefeitos homens de 47 para 23 e mulheres de 9 para 1; candidaturas caíram de 6.409 em 2020 para 4.813 em 2024.

"Uma boa parte das pessoas com deficiência é idosa. E as pessoas idosas vivem mais em domicílios unipessoais, com apenas um morador", afirmou o pesquisador Leonardo Queiroz Athias ao explicar parte das diferenças observadas.

No serviço público federal, o percentual de servidores com deficiência subiu de 0,6% em 2019 para 3,1% em 2025; cargos comissionados níveis 1 a 12 passaram de 0,5% para 2,8% e níveis 13 a 17 de 0,2% para 1,5%; houve aumentos também de 2024 para 2025 nesses indicadores.

Entre 5.570 municípios, 490 tinham adaptação de espaços públicos para acessibilidade (onde vivia 34,5% das pessoas com deficiência); 480 tinham legislação de passe livre municipal (onde vivia 46,1% desse público); 83,8% das pessoas com deficiência viviam em municípios com políticas ou programas, 18,9% em municípios com fundo municipal e 36,5% em municípios com pessoal capacitado na prefeitura.