Correios do Tocantins entram em greve por tempo indeterminado
Paralisação começou após assembleias na noite de quinta (10); mobilização está marcada para segunda (14) em Palmas

Trabalhadores dos Correios no Tocantins deflagraram greve por tempo indeterminado após assembleias na noite de quinta-feira (10).
A categoria marcou uma mobilização para segunda-feira (14), em frente ao prédio central dos Correios, em Palmas.
A paralisação tem adesão em todo o estado e integra uma greve nacional com sindicatos de todos os estados, segundo a federação dos empregados; as negociações da campanha salarial terminaram sem acordo.
O sindicato local, Sintect-TO, afirma que a decisão decorre da falta de avanços nas negociações e da preocupação com o processo de reestruturação dos Correios.
Entre as reivindicações estão preservação do plano de saúde, manutenção do adicional de férias, pagamento do repouso trabalhado, manutenção do ticket extra, preservação de empregos, condições de trabalho dignas e manutenção de outros direitos.
O sindicato critica pontos do modelo de reestruturação da direção dos Correios, como fechamento de agências, redução de postos, diminuição de distritos postais e enxugamento operacional, que, segundo a entidade, podem sobrecarregar funcionários e afetar serviços.
A federação aponta o plano de saúde como um dos principais impasses nas negociações e diz que houve tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho sem acordo.
Os Correios adotaram um Plano de Continuidade de Negócios com remanejamento de equipes, reforço operacional e ações logísticas para tentar reduzir impactos na entrega de correspondências e encomendas.
15 trimestres — duração da sequência de resultados negativos da empresa
R$ 5,6 bilhões — prejuízo registrado no primeiro semestre deste ano
R$ 7 bilhões — operação de crédito prevista com recebimento até 15 de setembro
R$ 12 bilhões — operação de crédito recebida no fim do ano passado
O Sintect-TO rejeita atribuir aos trabalhadores a responsabilidade pela crise e diz defender a modernização dos Correios sem fechamento de agências nem perda de direitos.
A empresa espera receber R$ 7 bilhões em operação de crédito até 15 de setembro, medida apontada como relevante para a continuidade das atividades.