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Duas balsas encalham no Rio Tocantins; caminhoneiro ficou 18 horas ilhado

Baixo nível do rio durante estiagem travou travessias entre Pedro Afonso e Tupirama; ponte da BR-235 segue com restrições e edital sai na sexta (23).

PRedação Política.TO21 de out. de 2026, 14h31
Duas balsas encalham no Rio Tocantins; caminhoneiro ficou 18 horas ilhado
Reprodução: tocantinsrural.com.br

Duas balsas encalharam no Rio Tocantins durante travessias entre Pedro Afonso e Tupirama, e uma embarcação ficou presa por mais de 18 horas entre domingo (18) e segunda (19).

O transporte de caminhões pesados entre os municípios depende das balsas desde que a ponte da BR-235, no km 164, passou a operar com restrições; veículos leves foram liberados em 24 de agosto.

A primeira balsa encalhou por volta das 15h de domingo e só foi liberada por volta das 9h de segunda; a embarcação transportava dois caminhões de carga.

O caminhoneiro Marcos Antônio disse que passou a noite dentro do caminhão, recebeu janta e café e recusou hotel para não abandonar a carga.

Uma segunda balsa ficou encalhada na segunda (19) por cerca de três horas antes de ser liberada.

Imagens de drone mostraram uma balsa presa em banco de areia; o vídeo ultrapassou 100 mil visualizações nas redes sociais.

A empresa Pippes, responsável pela operação das balsas, afirmou que os encalhes se devem à redução do nível do rio durante a estiagem e que solicita aumento de vazão à UHE Lajeado quando a navegação fica comprometida, segundo Túlio Moura.

A Investco, responsável pela UHE Lajeado, disse que mantém interlocução técnica com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e com a empresa que opera a travessia durante o período de seca.

Laudos técnicos concluídos em julho apontaram danos graves no concreto das fundações da ponte da BR-235, com desgastes considerados irreversíveis.

O DNIT informou que os estudos e projetos para a nova ponte foram concluídos e que a publicação do edital de licitação está prevista para sexta-feira (23); o prazo estimado de execução é de 28 meses a partir da ordem de serviço.

O DNIT acrescentou que as restrições na estrutura atual permanecem, que manterá o monitoramento da ponte e fará estudos para avaliar ampliação do limite de peso autorizado.

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