Durigan mantém previsão de superávit no Orçamento de 2027, mesmo com medidas anunciadas
Governo quer remanejar cerca de R$ 20 bilhões no PLOA 2027 e revisar gastos obrigatórios para acomodar os custos

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta (22) que a previsão de superávit primário no Orçamento de 2027 está mantida, mesmo após medidas anunciadas com impacto fiscal.
O Ministério do Planejamento pretende encaminhar ao Congresso uma alteração do PLOA 2027 para remanejar aproximadamente R$ 20 bilhões; o restante do impacto será coberto pela revisão da estimativa de gastos obrigatórios.
Durigan afirmou que as iniciativas anunciadas em 2026 foram planejadas dentro das regras fiscais vigentes, sem alterar o arcabouço fiscal, e listou medidas como o reajuste do Bolsa Família em cerca de 15%, ações para reduzir o custo dos combustíveis, o Desenrola 3.0, iniciativas sobre apostas esportivas e uma PEC para tarifa zero no transporte público aos fins de semana e feriados.
O ministro defendeu a condução fiscal da atual gestão e afirmou que houve melhora de R$ 200 bilhões nas contas do Brasil desde 2023, em comparação com o governo anterior.
R$ 20 bilhões — remanejamento previsto no PLOA 2027
~15% — reajuste anunciado para o Bolsa Família
≥90% — desconto mínimo na compra de débitos na terceira etapa do Desenrola
R$ 3 trilhões — tamanho do possível “calote” em caso de congelamento amplo de dívidas, segundo o ministro
“Na parte fiscal, nós estamos entregando superávit para o ano que vem no Orçamento, considerando todas essas medidas que o presidente anunciou”, declarou Durigan nesta quinta-feira.
O próximo passo é o envio ao Congresso da proposta de alteração do PLOA 2027 pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.