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Emissão de CNHs para primeira habilitação cresce 17,1% até agosto

Foram cerca de 2 milhões de novas CNHs e 7,3 milhões de pedidos de primeira carteira de janeiro a agosto de 2026.

Redação POLITICA.TO10 de set. de 2026 · 23h015 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Emissão de CNHs para primeira habilitação cresce 17,1% até agosto
Reprodução: portalgilbertosilva.com.br

Emissão de CNHs para novos motoristas subiu 17,1% de jan–ago de 2026, totalizando cerca de 2 milhões de habilitações.

A procura por primeira CNH cresceu 216%, de 2,3 milhões para 7,3 milhões de pedidos no mesmo período.

O crescimento vem após o governo Lula flexibilizar regras para a primeira emissão cerca de nove meses atrás; o pacote foi conduzido pelo então ministro dos Transportes, Renan Filho, que deixou o cargo para ser candidato a governador de Alagoas.

Principais mudanças: fim da obrigação de frequentar autoescola e redução das horas-aula práticas de 20 para 2; antes das mudanças, o custo para tirar a CNH variava entre R$ 3.000 e R$ 4.000.

Mudanças por idade e gênero: alta de 11,9% entre 18–20 anos e 6,6% entre 21–24 anos; 45–54 anos subiram 37,4% e 55+ subiram 53,4%; mulheres tiveram alta de 18%, com 1,2 milhão de novas CNHs.

Variação por estado: maiores altas na emissão da primeira CNH em Paraíba (+77%), Sergipe (+69,5%) e Acre (+55,4%); quedas em Tocantins (-2,8%), Goiás (-5,9%), Minas Gerais (-6%) e Rio de Janeiro (-25,6%).

Interesse por primeira CNH (entradas): Amapá +485,8%, Sergipe +472,5% e Pernambuco +468%; menores buscas em Santa Catarina (+114%), Tocantins (+138,5%) e Minas Gerais (+154,9%).

Tempo para obter a primeira habilitação caiu: mediana de 210 dias para 147 dias de jan–ago de 2025 para o mesmo período de 2026; dois em cada três motoristas levavam cerca de seis meses, percentual caiu para 40,6% em 2026; só 3,69% conseguiram a CNH em até um mês.

O aplicativo CNH do Brasil foi reformulado e passou a oferecer material teórico online gratuito; cursos teóricos subiram de cerca de 2 milhões para 4,4 milhões.

O Ministério dos Transportes estima que 20 milhões de brasileiros dirigem sem CNH e definiu meta de crescer 25% o número de novos habilitados nos próximos cinco anos.

"Todos esses foram estados que demoraram um pouco a se adaptar ao modelo da nova resolução", disse o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, sobre a queda no Rio de Janeiro.