Falta de remédios em Palmas atinge CAPS i e UPAs, diz sindicato
Sindifato aponta ausência de antipsicóticos e antibióticos; Ministério Público pediu bloqueio de verbas municipais para compra urgente

A rede pública de saúde de Palmas enfrenta desabastecimento de medicamentos básicos, de uso contínuo e especializados, diz o Sindicato dos Farmacêuticos do Tocantins (Sindifato), presidido por Renato Soares Pires Melo.
O Ministério Público do Tocantins acionou a Justiça e pediu o bloqueio de verbas municipais para garantir a compra urgente dos remédios.
O Sindifato relata que o desabastecimento atingiu o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPS i), com estoques zerados de antipsicóticos como quetiapina e risperidona, e que unidades de pronto atendimento também faltam antibióticos e insumos hospitalares apontados em vistorias da Defensoria Pública.
A entidade atribui a crise a falhas em processos de licitação e na aquisição de medicamentos pela administração municipal, além de instabilidade na gestão da Saúde, marcada por investigações e trocas no comando da Secretaria Municipal de Saúde (Semus).
O presidente do Sindifato alerta para dois efeitos concretos: interrupção ou atraso de tratamentos, que podem agravar quadros clínicos, e desperdício de recursos públicos com consultas, exames e medicação não aproveitados.
20 de setembro de 1997 — data de fundação do Sindicato dos Farmacêuticos do Estado do Tocantins
8 de outubro de 1998 — data de registro do sindicato
Cerca de um ano e meio — período de inércia administrativa citado pelo sindicato
"A falta de remédio na ponta não é só um problema do paciente, é o retrato do que acontece quando a assistência farmacêutica não é levada a sério", disse Renato Soares Pires Melo, presidente do Sindifato.