FN‑SUS abre base regional no Rio para responder a emergências climáticas
Unidade começa a operar nesta quarta (9) e promete chegar a qualquer ponto do Sudeste em até 12 horas.

O Rio de Janeiro recebeu nesta quarta-feira (9) uma base regional da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN‑SUS).
A base amplia em até 20 vezes a capacidade de pronta resposta da FN‑SUS e reduz o tempo de chegada a locais do Sudeste para até 12 horas.
A unidade terá área de referência para os estados do Sudeste e atuará na preparação e no atendimento a emergências em saúde pública, incluindo desastres climáticos ligados ao El Niño.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que os profissionais estarão no Rio durante todo o ano, permitindo preparação e capacitação contínuas.
A base do Rio é a terceira em funcionamento; Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) já operam, e outras seis bases estão previstas até o fim deste ano.
Cada base dispõe de veículos, posto médico avançado, comunicação via satélite, drones e equipamentos para atuar em áreas remotas ou de difícil acesso.
O modelo prevê deslocamento inicial em até 12 horas e mobilização escalonada de equipamentos e profissionais adicionais nas primeiras 72 horas.
As estruturas podem responder a epidemias, surtos, secas, ondas de calor, incêndios florestais, chuvas intensas, enchentes, desastres hidrogeológicos, incidentes com múltiplas vítimas, e falta temporária de profissionais.
A atuação das bases está integrada aos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), que monitoram eventos climáticos e de saúde e orientam vigilância e planos de contingência.
A rede atual soma oito CISC em Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Belém (PA), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Santarém (PA), Salvador (BA) e Fortaleza (CE).
Os hospitais federais do Rio Cardoso Fontes, Andaraí e Bonsucesso integram a retaguarda; no 1º semestre de 2026 fizeram mais de 167 mil atendimentos de emergência e têm 101 leitos destinados a esse tipo de assistência.
O AdaptaSUS, plano apresentado na COP30, prevê 27 metas e 93 ações até 2035, com R$ 9,8 bilhões para adaptação estrutural da saúde.
Ainda nesta quarta (9) foi lançada a plataforma SouForça, criada em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) para gerir mobilização e competências de profissionais, seguindo LGPD e normas de segurança do Ministério da Saúde.
"A base aumenta em até 20 vezes a capacidade de pronta resposta... conseguimos chegar, em até 12 horas, a qualquer localidade da região Sudeste", disse o ministro Alexandre Padilha.
Em caso de emergência, a capacidade da FN‑SUS pode ser ampliada com equipes de resposta rápida, voluntários e outros recursos, sempre em conjunto com estados, municípios e hospitais federais.