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Imazon: 60% das terras indígenas na Amazônia tiveram desmatamento zero

No calendário de agosto de 2025 a julho de 2026, desmatamento total foi de 2.702 km²; só 1,7% ocorreu em terras indígenas

Redação POLITICA.TO27 de ago. de 2026 · 17h323 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Imazon: 60% das terras indígenas na Amazônia tiveram desmatamento zero
Arne Müseler (CC BY-SA 3.0 de) via Wikimedia Commons

Imazon registra desmatamento zero em 60% das terras indígenas na Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026.

Do total de 2.702 km² desmatados no bioma, apenas 1,7% (46,96 km²) ocorreu dentro de terras indígenas, em 40% dos territórios e, na maioria, em parcelas menores que 1 km².

O SAD do Imazon aponta as maiores perdas em terras indígenas na TI Cachoeira Seca (Pará) com 4,44 km²; TI Andirá-Marau (AM/PA) com 2,83 km²; e TI Porquinhos dos Canela-Apãnjekra (Maranhão) com 2,53 km².

Nas unidades de conservação, o desmatamento representou 9% do total do bioma, o equivalente a 239,76 km²; áreas mais afetadas foram a APA Triunfo do Xingu (PA) com 90,87 km², a Flona de Altamira (PA) com 25,96 km² e a Resex Chico Mendes (AC) com 17,24 km².

Por estados, o Pará teve 818 km² desmatados, Mato Grosso 565 km² e Amazonas 495 km²; esses três estados, apesar de liderarem perdas, registraram queda frente ao ano anterior.

“Ao possuírem os maiores territórios, esses estados estão com frequência entre os três que mais desmatam, alternando as colocações ao longo dos anos”, declarou a pesquisadora do Imazon Manoela Athaide.

Na série histórica iniciada em 2007, o calendário de agosto de 2025 a julho de 2026 apresentou o menor índice de desmatamento dos últimos 11 anos, com redução de 23% em relação ao período agosto de 2024 a julho de 2025, quando o desmatamento foi de 3.503 km².

O monitoramento também registrou 2.577 km² de área degradada por fogo ou extração seletiva no mesmo período, queda de 93% ante os 35.229 km² degradados no calendário anterior.