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Laudo detecta E. coli; escola indígena do Tocantins receberá água mineral

Exame de 21 de agosto encontrou E. coli e ausência de cloro; Seduc promete água mineral até poço artesiano ficar pronto

Redação POLITICA.TO6 de set. de 2026 · 10h0211 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Laudo detecta E. coli; escola indígena do Tocantins receberá água mineral
Reprodução: tocantins.jornalopcao.com.br

Uma amostra da Escola Indígena Waxiho Bedu, na Aldeia Kurehê em Santa Fé do Araguaia, foi considerada imprópria para consumo por presença de Escherichia coli.

A Secretaria de Estado da Educação do Tocantins informou que fornecerá água mineral até a conclusão do poço artesiano em implantação na unidade.

O Lacen/TO analisou a amostra coletada em 20 de agosto em uma torneira próximo ao reservatório; o laudo foi liberado em 21 de agosto.

O exame também identificou coliformes totais e ausência de cloro no momento da coleta, e classificou a água como insatisfatória por indicar possível contaminação fecal.

Em 25 de agosto a Vigilância Sanitária Municipal enviou ofício à direção da escola cobrando instalação de tratamento, limpeza do reservatório, manutenção do cloro e proteção do local de captação e armazenamento.

A Vigilância exigiu que o poço fique a pelo menos 15 metros de fossas, sumidouros ou outras fontes de contaminação, com base nas normas do Ministério da Saúde.

O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Tocantins informou que acompanha o caso desde 20 de agosto, reforçou orientações sobre filtros de barro e uso de hipoclorito de sódio a 2,5% e disse não ter registrado agravos à saúde relacionados à água.

Uma análise na aldeia realizada em março teve resultado satisfatório, segundo o DSEI, que também destacou a atuação do Agente Indígena de Saneamento na comunidade.

O cacique Tevaldo Moreira Carajá publicou vídeo cobrando providências e afirmou: "Nós temos órgãos responsáveis por dar água tratada para nós indígenas. Água é vida."