Laudo detecta E. coli; escola indígena do Tocantins receberá água mineral
Exame de 21 de agosto encontrou E. coli e ausência de cloro; Seduc promete água mineral até poço artesiano ficar pronto

Uma amostra da Escola Indígena Waxiho Bedu, na Aldeia Kurehê em Santa Fé do Araguaia, foi considerada imprópria para consumo por presença de Escherichia coli.
A Secretaria de Estado da Educação do Tocantins informou que fornecerá água mineral até a conclusão do poço artesiano em implantação na unidade.
O Lacen/TO analisou a amostra coletada em 20 de agosto em uma torneira próximo ao reservatório; o laudo foi liberado em 21 de agosto.
O exame também identificou coliformes totais e ausência de cloro no momento da coleta, e classificou a água como insatisfatória por indicar possível contaminação fecal.
Em 25 de agosto a Vigilância Sanitária Municipal enviou ofício à direção da escola cobrando instalação de tratamento, limpeza do reservatório, manutenção do cloro e proteção do local de captação e armazenamento.
A Vigilância exigiu que o poço fique a pelo menos 15 metros de fossas, sumidouros ou outras fontes de contaminação, com base nas normas do Ministério da Saúde.
O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Tocantins informou que acompanha o caso desde 20 de agosto, reforçou orientações sobre filtros de barro e uso de hipoclorito de sódio a 2,5% e disse não ter registrado agravos à saúde relacionados à água.
Uma análise na aldeia realizada em março teve resultado satisfatório, segundo o DSEI, que também destacou a atuação do Agente Indígena de Saneamento na comunidade.
O cacique Tevaldo Moreira Carajá publicou vídeo cobrando providências e afirmou: "Nós temos órgãos responsáveis por dar água tratada para nós indígenas. Água é vida."