Maju Cotrim: campanha no Tocantins vai além de postagens nas redes
A jornalista afirma que candidatos precisam dialogar com eleitores e com a imprensa, não só produzir conteúdo digital.

Maju Cotrim diz que campanha no Tocantins não se resume a vídeos, frases de efeito, dancinhas e postagens nas redes sociais.
Isso exige que candidaturas apresentem propostas, respondam questionamentos e mantenham contato direto com eleitores fora das bolhas digitais.
Cotrim critica campanhas, principalmente majoritárias, que mantêm relação distante, burocrática ou desconfortável com jornalistas e se irritam com perguntas fora do roteiro.
Ela observa que veículos recebem releases pontuais, genéricos e publicitários que não explicam decisões políticas, alianças, contradições ou projetos para o Tocantins.
"Release não substitui relacionamento. Postagem não substitui informação", escreve Cotrim para enfatizar que engajamento não é sinônimo de credibilidade.
A autora afirma que comunicação política profissional deve oferecer bastidores, contextualizar movimentos e permitir confronto sobre temas que interessam à sociedade.
Cotrim defende que imprensa questiona, apura e revela contradições; candidatos que não aceitam perguntas difíceis não estão preparados para prestar contas publicamente.
Ela conclui que ainda há tempo para campanhas reverem posturas e que o Tocantins precisa de candidatos que saibam responder, dialogar e respeitar o trabalho da imprensa.