MPTO capacita membros e servidores para identificar apps espiões e combater cyberstalking
Oficina ocorreu em Palmas nesta sexta, 21, e marcou início das atividades na nova sede da ESMP/Cesaf

O Ministério Público do Tocantins realizou nesta sexta, 21, a oficina “Enquadramento Probatório e Triagem Tecnológica do Cyberstalking na Violência Doméstica”.
A atividade marcou também o início das atividades na nova sede da Escola Superior do Ministério Público (ESMP/Cesaf), no prédio da Associação Tocantinense do Ministério Público (ATMP), em Palmas.
A capacitação reuniu membros e servidores com atuação na defesa dos direitos da mulher para aperfeiçoar identificação de softwares maliciosos e produção de provas em casos de vigilância digital e perseguição contra mulheres.
A programação dividiu-se em dois turnos: manhã com análise de métodos de invasão e comparação entre varredura automática e checagem manual, e tarde com treinamento prático em dispositivo móvel previamente infectado por aplicativo espião.
O treinamento foi ministrado por Antônio Tavares dos Santos Neto, policial legislativo federal do Senado e especialista em contrainteligência, contramedidas de vigilância técnica e proteção de dispositivos móveis.
Flávia Cunha, promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero (Nugen) do MPTO, afirmou que operadores do Direito precisam dominar conhecimentos técnicos para entender e reprimir a violência cibernética.
O instrutor destacou que “o ambiente virtual deixa vestígios capazes de permitir a identificação de autoria”, e apontou vulnerabilidades como compartilhamento de senhas, posse física negligenciada do aparelho e engenharia social via links maliciosos.
Próximo passo: ESMP/Cesaf seguirá promovendo formações práticas para servidores e promotores ligados à defesa da mulher na nova sede em Palmas.