MPTO investiga vazamento de prova do concurso de Araguaína
Promotoria requisitou documentos ao IDIB, à Prefeitura e à OAB após suspeita de circulação de arquivo antes das provas em 23 de agosto

MPTO requisitou documentos sobre possível vazamento de um arquivo do caderno de questões do concurso de Araguaína.
O IDIB, a Prefeitura de Araguaína e a OAB – Subseção de Araguaína têm 10 dias para responder; o Ministério Público pode expedir recomendação ou ajuizar Ação Civil Pública.
As provas objetivas e discursivas ocorreram no domingo, 23 de agosto; a 6ª Promotoria de Justiça de Araguaína abriu procedimento administrativo após manifestações da Ouvidoria nos dias 23 e 24 de agosto.
A documentação recebida aponta que um arquivo atribuído ao caderno do cargo de Analista Administrativo teria circulado em grupos de WhatsApp por volta das 11h39 do dia 23 de agosto, antes da disponibilização oficial dos cadernos pela organizadora.
O MPTO pediu ao IDIB esclarecimentos sobre se o arquivo corresponde integralmente ou parcialmente ao caderno aplicado e informações sobre elaboração, acesso, impressão, transporte e distribuição da prova, além de preservação de logs e registros eletrônicos.
A promotoria também requisitou a ata de sala, folhas de presença, registros de fiscalização e horários efetivos de início e término das provas diante de relatos de início desigual em salas e de diferenças nas regras sobre materiais permitidos aos candidatos.
O procedimento investiga ainda inconsistências no cartão-resposta, condições de acesso aos locais de prova, período de espera antes da abertura dos portões, possíveis falhas de fiscais, as sucessivas retificações dos quatro editais e a participação da OAB no acompanhamento do certame (vaga para Procurador do Município).
23 de agosto — data da aplicação das provas
11h39 — horário em que o arquivo teria sido compartilhado em grupos de WhatsApp
10 dias — prazo dado ao IDIB, à Prefeitura e à OAB para apresentar documentos
4 — número de retificações dos editais do concurso
"A autenticidade, a origem e a efetiva circulação antecipada do material ainda não podem ser afirmadas", disse o promotor de Justiça Saulo Vinhal da Costa.
Após o prazo de 10 dias, os autos retornarão à Promotoria para análise das respostas e definição das providências cabíveis.