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Palmas libera mosquitos Wolbachia para reduzir dengue, zika e chikungunya

Parceria da Prefeitura com Ministério da Saúde, Fiocruz e Wolbito do Brasil prevê início em outubro e duração de 26 semanas

Redação POLITICA.TO24 de ago. de 2026 · 11h033 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Palmas libera mosquitos Wolbachia para reduzir dengue, zika e chikungunya
Reprodução: gazetadocerrado.com.br

Palmas vai liberar mosquitos Wolbachia para reduzir dengue, zika e chikungunya.

As liberações começam na segunda quinzena de outubro e seguirão por 26 semanas.

A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (Semus), firmou parceria com o Ministério da Saúde, a Fiocruz e a Wolbito do Brasil para implantar o Método Wolbachia na capital.

A primeira etapa ocorreu entre 22 e 26 de junho, quando equipes apresentaram a tecnologia e aplicaram uma pesquisa de percepção nas áreas contempladas.

Foram entrevistadas 719 pessoas, das quais 86,1% concordaram com a implantação da tecnologia.

Será criado um insetário na Unidade de Vigilância e Controle de Zoonoses (UVCZ) para criar Aedes aegypti contendo a bactéria Wolbachia, que serão liberados gradualmente em diversas regiões da cidade.

A Wolbachia impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se desenvolvam dentro do mosquito; filhotes herdam a bactéria, tornando a população de mosquitos menos capaz de transmitir essas doenças.

O método é descrito como natural, seguro e autossustentável, dispensando novas liberações após consolidação da bactéria na população de mosquitos.

A Semus ressaltou que o Método Wolbachia complementa, e não substitui, ações tradicionais: moradores devem continuar eliminando criadouros, evitar água parada, manter caixas d’água fechadas, limpar calhas e colaborar com Agentes de Combate às Endemias.

719 — pessoas entrevistadas na pesquisa

86,1% — aprovação da implantação

22 a 26 de junho — data da primeira etapa de apresentação

Segunda quinzena de outubro — início previsto das liberações

26 semanas — duração prevista das liberações

Estudos internacionais e dados de cidades brasileiras já mostram reduções significativas de casos de dengue, chikungunya e zika após implantação da Wolbachia.

O próximo passo é instalar o insetário na UVCZ e iniciar as liberações dos Wolbitos na segunda quinzena de outubro.