Pedido de tombamento trava intervenção explosiva no Pedral do Lourenço
Comunidades protocolaram solicitação no Iphan enquanto projeto prevê derrocamento e dragagem para ampliar a hidrovia a partir de 2027.

Comunidades de pescadores, quebradeiras de coco e agricultores familiares pediram o tombamento do Pedral do Lourenço ao Iphan.
O projeto da hidrovia Tocantins-Araguaia prevê, a partir de 2027, o derrocamento de cerca de 35 quilômetros do Pedral e uso de explosivos.
O pedido de tombamento foi protocolado em 26 de agosto; o Iphan informou que o processo está em fase inicial de análise.
O empreendimento recebeu licença de instalação do Ibama; o Dnit diz que a intervenção busca melhorar a navegação no rio Tocantins, especialmente em águas baixas.
Além do derrocamento, o projeto prevê dragagem de aproximadamente 177 quilômetros para criar corredor de transporte de soja e minério até o porto de Vila do Conde, em Barcarena (PA).
Comunidades questionam impactos sobre a pesca e o aumento do tráfego de embarcações; o trecho já recebe operações experimentais de barcaças em períodos do ano.
Pesquisas identificaram sítios arqueológicos na região; estudos da década de 1970 registraram 37 sítios entre Itupiranga e Tucuruí, parte afetada pelo reservatório de Tucuruí.
O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública sobre o derrocamento; em junho de 2025 a Justiça Federal barrou as intervenções, e em dezembro de 2025 autorizou sua continuidade.
O Dnit afirmou que acompanhará eventual procedimento formal de tombamento aberto pelo Iphan e fornecerá as informações técnicas solicitadas pelo instituto.
35 km — extensão prevista para derrocamento
177 km — extensão prevista para dragagem
26 de agosto — data do protocolo de tombamento
37 sítios — identificados na região nos estudos da década de 1970
O próximo passo é a análise do pedido pelo Iphan; o Dnit deve enviar dados técnicos solicitados pelo instituto.