Solidariedade diz ao STF que emendas foram indicadas sem interferências
Partido enviou resposta após ordem de Flávio Dino para anular emendas indicadas por dirigentes sem mandato.

O Solidariedade respondeu ao STF afirmando que todas as indicações de emendas ocorreram sem interferências externas.
A manifestação veio após o ministro Flávio Dino determinar neste domingo (23) que emendas propostas por dirigentes partidários sem mandato ou por ex-parlamentares sejam consideradas nulas.
Dino exigiu que a Câmara e o Senado invalidassem essas emendas, citando risco à execução de despesas públicas, e mencionou casos ligados a Valdemar Costa Neto e Eduardo Cunha.
O pedido do ministro atinge diretamente o Solidariedade e o Podemos, que estavam em falta com a resposta ao tribunal.
Paulinho da Força, presidente do Solidariedade e deputado federal, afirmou que as emendas vinculadas ao seu mandato foram as únicas de sua responsabilidade.
O partido reiterou no documento que todas as atividades referentes às emendas foram conduzidas no âmbito de mandatos eletivos e que não houve interferência nas escolhas de outros parlamentares do Solidariedade.
O ministro estipulou multa diária de R$ 100 mil para partidos que não cumprirem a determinação de invalidar as emendas indicadas por não detentores de mandato.
Espera-se que o Podemos apresente sua posição em breve, encerrando a pendência com o STF.