Tocantins precisa transformar produção em indústria: plano Agroindustrial 2035
Proposta defende agregar valor a soja, milho e carne, promover AgroTech e atrair indústrias para o Estado

Tocantins deve parar de exportar apenas matéria‑prima e começar a agregar valor aqui, propondo um Tocantins Agroindustrial 2035 como política de Estado.
O plano prevê atrair indústrias, ampliar armazenagem, fortalecer a agroindústria, desenvolver biocombustíveis, formar mão de obra e criar ambiente de inovação até 2035.
Produzir soja, milho, algodão e carne continuará, mas o texto pede transformar soja em óleo, biodiesel e proteína animal; milho em etanol, ração e alimentos; e gado em proteína, couro e derivados.
A proposta cita tecnologia como peça-chave: drones, sensores, inteligência artificial, automação, satélites, softwares, máquinas inteligentes e biotecnologia para criar um ecossistema AgroTech local.
O argumento destaca vantagens concretas do Estado: terra, água, produção, energia, biodiversidade, localização estratégica e espaço para crescer no mapa logístico nacional.
O conceito usado é “Soberania Industrial do Agro”, definido como capacidade de decidir como, quando e quanto valor agregar, sem fechar a economia nem parar de exportar.
Tom Lyra, autor da proposta, é presidente da Agência Tocantinense de Regulação (ATR) e já foi vice‑governador, secretário estadual e presidente de conselhos ligados ao desenvolvimento e turismo do Tocantins.
A proposta termina com um chamado claro: a próxima grande revolução econômica do Tocantins precisa começar agora.