Tocantins recebe nove novos medicamentos oncológicos pelo SUS
Oferta começa nesta semana; distribuição inicial em 20 centros e expansão prevista até fim de 2026

O Ministério da Saúde inicia nesta semana a oferta de nove medicamentos de alto custo para tratamento de câncer no Tocantins.
A ação deve beneficiar mais de 116 mil pessoas em todo o Brasil e começa com distribuição em 20 centros de tratamento, com expansão prevista para os demais serviços até o fim de 2026.
Os nove medicamentos contemplam 13 indicações oncológicas, incluindo tratamentos para câncer de mama, próstata, pulmão, rim, estômago e linfomas; a lista inclui abemaciclibe, pazopanibe, trastuzumabe, acetato de lanreotida, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, TSH recombinante (alfatirotropina) e sunitinibe.
Entre as novidades, o abemaciclibe passa a ser ofertado para determinados casos de câncer de mama; o pazopanibe para câncer renal metastático; e a indicação do trastuzumabe é ampliada para câncer de estômago ou junção esofagogástrica.
A disponibilização dos remédios dependerá da avaliação médica e dos critérios clínicos estabelecidos para cada tratamento, e o Ministério não detalhou qual unidade do Tocantins receberá os medicamentos inicialmente.
Além dos medicamentos, o Ministério iniciará rastreamento do câncer colorretal com distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais (FIT) para pessoas de 50 a 75 anos sem sintomas, com início previsto para novembro nas capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.
A medida integra o programa Agora Tem Especialistas, lançado em 2025 para reduzir tempo de espera por diagnósticos e tratamentos especializados.
O governo estima investir R$ 155,4 milhões por ano na aquisição dos nove medicamentos e projeta impacto financeiro de até R$ 4 bilhões por ano para disponibilizar 23 novos medicamentos oncológicos até o fim de 2026.
9 — medicamentos novos inicialmente ofertados
13 — indicações oncológicas atendidas
20 — centros de tratamento receberão a distribuição inicial
116.000+ — pessoas beneficiadas em todo o Brasil
400.000 — testes FIT para rastreamento do câncer colorretal
R$ 155,4 milhões/ano — investimento previsto para os nove medicamentos
R$ 4 bilhões/ano — impacto financeiro estimado para 23 medicamentos até fim de 2026
O próximo passo é ampliar a distribuição dos medicamentos para os demais serviços de oncologia do país até o fim de 2026 e implementar gradualmente o rastreamento do câncer colorretal a partir de novembro nas capitais e municípios com mais de 500 mil habitantes.