Tocantins tem cobertura limitada de ILPIs enquanto população idosa cresce
Especialista Aline Salla aponta falta de formação, preconceito e políticas focadas só em ‘casas do idoso’.

Tocantins enfrenta cobertura limitada de instituições de longa permanência para idosos (ILPIs) enquanto a população idosa cresce, alerta Aline Salla.
Mais de 68% dos profissionais que atuam em instituições no país não têm formação em gerontologia, segundo Salla.
Aline Salla mora na Itália desde 2019, é formada em tecnologia da informação, comunicação e marketing, tem especialização em gerontologia e testemunhou o impacto da Covid-19 sobre idosos em fevereiro de 2020.
Ela coordenou a criação, em 8 de abril de 2020, da Frente Nacional de Fortalecimento às ILPIs, com coordenação geral da médica Karla Giacomin e coordenação de tecnologia e comunicação por Salla.
Em 2025, Salla fundou a revista Cuidar, da qual é CEO e diretora editorial.
Salla afirma que políticas públicas costumam se limitar à construção ou reforma de “casas do idoso”, sem oferecer a estrutura de cuidado diário necessária, e que familiares, sobretudo mulheres, deixam de trabalhar para cuidar sem apoio.
Salla critica o idadismo e a linguagem das instituições, recomendando evitar termos como “institucionalizado” e “asilo” para respeitar biografias e autonomia dos idosos.
8 de abril de 2020 — data de fundação da Frente Nacional de Fortalecimento às ILPIs
2019 — ano em que Aline Salla passou a morar na Itália
fevereiro de 2020 — mês em que ela presenciou o avanço da Covid-19 sobre idosos na Itália
2025 — ano de fundação da revista Cuidar
68% — proporção de profissionais em ILPIs sem formação gerontológica, segundo Salla
"Preconceito contra a idade. A pessoa envelhece e é como se perdesse a autonomia", diz Aline Salla sobre o idadismo.
Os políticos devem ouvir a sociedade de geriatria e gerontologia para formular políticas de cuidado centradas nas necessidades reais dos idosos.