Acervo digital do patrimônio cultural de bairros atingidos em Maceió é apresentado ao MPF e MP/AL
Inventário Participativo da UFAL, financiado pela Braskem no acordo de 2019, passa a integrar plataforma nacional do IPHAN.

Acervo digital do Inventário Participativo do Patrimônio Cultural Imaterial de Maceió foi apresentado ao MPF e ao MP/AL nesta quinta (3).
O conjunto de dados passou a integrar a plataforma do Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC), mantida pelo IPHAN, para acesso de comunidades, pesquisadores e gestores públicos.
O inventário faz parte do eixo de patrimônio cultural do acordo socioambiental ligado à ação civil pública proposta pelo MPF em 2019, com financiamento da Braskem e execução pela Universidade Federal de Alagoas via Fundepes.
Durante o levantamento foram identificados 330 fazedores de cultura e 75 expressões culturais nos bairros Bebedouro, Bom Parto, Farol, Mutange e Pinheiro; após a desocupação, essas pessoas se dispersaram por 61 destinos.
O acervo reúne cerca de 5 terabytes de dados, além de mapas, registros e entrevistas audiovisuais; o IPHAN colaborou na capacitação dos agentes comunitários e classifica a inclusão como ação de salvaguarda.
Dados, recomendações e diretrizes do IPCI já foram usados pelo Município de Maceió e pelo Estado de Alagoas em editais e ações culturais, incluindo o Edital Cultura em Movimento do Plano de Ações Sociais, viabilizado pela Sitawi com recursos da Braskem.
Na apresentação participaram o reitor da UFAL, Josealdo Tonholo, a vice-reitora Eliane Cavalcante, pesquisadores da Ufal/Fundepes, representantes do IPHAN e da Braskem, as procuradoras da República Roberta Bomfim, Juliana Câmara e Julia Cadete, e o promotor Jorge Dória.
O IPCI e outras ações relacionadas à preservação do patrimônio cultural dos bairros atingidos deverão ser apresentados ao público, com a proposta de manter os dados abertos para uso e aperfeiçoamento em políticas públicas.