Advogados pedem investigação de documentos no pedido de extradição de Tagliaferro
Faria e Oliveira exigem acesso integral e reexame após identificar divergência em cronologia do processo no STF

Advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira pediram nesta segunda-feira, 24, apuração urgente sobre documentos usados no pedido de extradição de Eduardo Tagliaferro encaminhado à Itália.
Eles solicitaram acesso integral ao procedimento de extradição, preservação de arquivos e registros digitais, verificação da cadeia documental e reexame da admissibilidade do pedido.
O requerimento foi assinado por Faria e Oliveira e cita divergência entre as peças enviadas às autoridades italianas e a cronologia oficial da Petição 12.936, em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Em abril deste ano o ministro Alexandre de Moraes destituiu Faria e Oliveira da defesa de Tagliaferro por suposto abandono da causa; os advogados contestam a decisão e permanecem atuando em outras frentes.
No pedido, os advogados apontam que o pedido de extradição foi instruído com uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) datada de 30 de julho de 2025, além de uma decisão judicial e um mandado de prisão preventiva produzidos em 31 de julho de 2025, mas uma certidão do STF de 22 de agosto de 2026 não registra esses atos no período correspondente.
24 — data do requerimento feito pelos advogados
30 de julho de 2025 — manifestação da PGR que teria instruído o pedido
31 de julho de 2025 — decisão judicial e mandado de prisão preventiva mencionados
22 de agosto de 2026 — certidão do STF que não registra os atos acima
Os próximos passos pedidos pelos advogados são a preservação imediata dos arquivos, a verificação da cadeia documental e o reexame da admissibilidade do pedido de extradição.