Audiência com 'jovens senadores' pede educação midiática e regulação de algoritmos
Debate na Comissão de Educação reuniu 27 jovens senadores na Semana de Vivência Legislativa do Programa Jovem Senador 2026.

Ambientes digitais mais seguros e responsáveis dependem da participação de toda a sociedade, defenderam participantes da audiência pública na Comissão de Educação e Cultura nesta quinta-feira (20).
A audiência foi realizada durante a Semana de Vivência Legislativa do Programa Jovem Senador 2026, que reúne 27 jovens senadores e seus professores orientadores.
O autor do requerimento, senador Paulo Paim (PT-RS), disse que o objetivo é promover "uma discussão qualificada e inspiradora" entre estudantes e especialistas sobre convivência cibernética saudável.
Frederico Franco Alvim, da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, pediu metodologias de comunicação adaptadas à atual polarização e alertou que algoritmos privilegiam engajamento para vender dados a anunciantes e políticos.
Patrícia Blanco, presidente do Instituto Palavra Aberta, defendeu letramento midiático e informacional para ensinar a distinguir fontes confiáveis, argumentos honestos e autoridades legítimas.
A jovem senadora do Rio de Janeiro, Maria Laura Soares e Silva, pediu que o poder público assuma protagonismo na propagação de notícias verificadas e cobrou reflexão da juventude sobre consumo digital.
Tadeu Sposito, coordenador das redes sociais do Senado Federal, afirmou que 150 milhões de pessoas têm perfis nas plataformas digitais e que 98,7% dos internautas usam redes sociais.
27 — jovens senadores participantes do Programa Jovem Senador 2026
150 milhões — perfis nas plataformas digitais, segundo o coordenador das redes do Senado
98,7% — porcentagem de internautas que usam redes sociais, segundo o coordenador das redes do Senado
"Milhões de informações são publicadas nas redes sociais, mas os algoritmos distribuem aquilo que efetivamente vai chegar às pessoas", alertou Frederico Franco Alvim durante a audiência.