Famurs muda estatuto, mantém presidência só para prefeitos em exercício
Assembleia aprovou direto dos municípios como sócios e limites de gastos; proposta que liberava ex-prefeitos foi rejeitada

A diretoria da Famurs aprovou em assembleia nesta quinta (22) alterações no estatuto, mas vetou permitir que ex-prefeitos presidem a entidade (presidência continua exclusiva a prefeitos em exercício).
A mudança transforma municípios em sócios diretos da Famurs, em vez das associações regionais, e inclui limites de gasto para presidentes, impedindo que deixem dívidas para sucessores.
A assembleia ocorreu nesta quinta-feira (22) e manteve o critério de indicação por partidos, com rodízio conforme número de prefeituras conquistadas na última eleição; a proposta que admitia ex-prefeitos no conselho administrativo e na presidência não foi aprovada.
Em 2025 a presidência foi exercida por Adriane Perin (PP), que teve 164 prefeituras em 2024; atualmente Ique Vedovato, prefeito de Imbé (MDB), comanda a entidade; em 2027 a vez caberá ao PDT, e depois ao PL.
Foi incluída regra de desempate no rodízio: se dois partidos elegerem igual número de prefeitos, somam-se os votos dos eleitos e vence a sigla com mais eleitores.
164 — prefeituras do PP na eleição de 2024
125 — prefeituras do MDB
50 — prefeituras do PDT
36 — prefeituras do PL
A mudança atende à legislação sobre associação de representação de municípios aprovada em 2022.
A reunião também criou uma espécie de Lei de Responsabilidade Fiscal interna: presidentes passam a ter limite de gastos e não poderão entregar o caixa em déficit.