O absurdo eleitoral do STF na campanha
Informação publicada por Gaúcha Zh.
O absurdo eleitoral do STF na campanha Durante a campanha, os dois candidatos transformaram o Supremo Tribunal Federal em argumento eleitoral. Flávio Bolsonaro anunciava que nomearia “pelo menos” quatro ministros, em um tom de ameaça, como se a composição da mais alta corte do país fosse instrumento de revanche política . Lula , por sua vez, declarou durante um debate que, se Flávio perdesse a eleição, seus inquéritos no Judiciário iriam andar . Como pode um presidente da República anunciar, antecipadamente, que inquéritos irão ou não andar em outro Poder? Trata-se de um absurdo inaceitável sob o prisma de uma democracia saudável. O mais surpreendente foi a ausência de reação . A primeira manifestação que se poderia esperar seria do próprio STF, em defesa de sua independência diante das declarações dos dois candidatos. O silêncio expõe a delicadeza do momento vivido pelo tribunal.
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