Justiça

Piratini e Caçapava oficializam versão original da bandeira farrapa

Projeto de Volnir “Tchê Voni” levou leis municipais que reconhecem o pavilhão quadrado de 1836; movimento mira Alegrete, São Gabriel e São Borja

PRedação Política.NEWS23 de out. de 2026, 02h01
Piratini e Caçapava oficializam versão original da bandeira farrapa
Douglas Dutra (CC BY-SA 3.0) via Wikimedia Commons

A Bandeira Original da República Rio-Grandense — quadrada e sem brasão — passou a ser lei municipal em Piratini e em Caçapava do Sul.

As leis municipais foram aprovadas por iniciativa dos vereadores Sergio Rodrigues (Piratini) e Caio Casanova (Caçapava do Sul), e o movimento agora mira Alegrete, São Gabriel e São Borja para replicar o reconhecimento.

O pavilhão foi costurado pela primeira vez em novembro de 1836 por Gomes Jardim e Domingos José de Almeida e foi hasteado pelo Major Joaquim Teixeira Nunes no desfile do Te Deum em Piratini.

A campanha foi idealizada pelo pesquisador e colecionador Volnir Santos, o “Tchê Voni”, cuja coleção integra o acervo do Museu Histórico Farroupilha de Piratini.

Piratini foi a primeira capital da República Rio-Grandense (1836–1839); Caçapava do Sul foi a segunda capital (1839–1842); Alegrete figura como terceira capital (1842–1845) e está com proposta em curso.

A versão moderna da bandeira do Estado, adotada em 1966, foi inspirada nas cores da bandeira original, que mantinha proporções quadradas e sem o brasão central, usadas por Lanceiros Negros e líderes farrapos.

1836 — primeira costura do pavilhão por Gomes Jardim e Domingos José de Almeida

1836–1839 — Piratini, primeira capital

1839–1842 — Caçapava do Sul, segunda capital

1842–1845 — Alegrete, terceira capital (proposta)

"Um elo indissociável entre o passado de lutas e o orgulho do povo do pampa", diz Volnir Santos sobre o reconhecimento do pavilhão.

O próximo passo é estender as leis municipais às demais antigas sedes republicanas: Alegrete, São Gabriel e São Borja.

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