Piratini e Caçapava oficializam versão original da bandeira farrapa
Projeto de Volnir “Tchê Voni” levou leis municipais que reconhecem o pavilhão quadrado de 1836; movimento mira Alegrete, São Gabriel e São Borja

A Bandeira Original da República Rio-Grandense — quadrada e sem brasão — passou a ser lei municipal em Piratini e em Caçapava do Sul.
As leis municipais foram aprovadas por iniciativa dos vereadores Sergio Rodrigues (Piratini) e Caio Casanova (Caçapava do Sul), e o movimento agora mira Alegrete, São Gabriel e São Borja para replicar o reconhecimento.
O pavilhão foi costurado pela primeira vez em novembro de 1836 por Gomes Jardim e Domingos José de Almeida e foi hasteado pelo Major Joaquim Teixeira Nunes no desfile do Te Deum em Piratini.
A campanha foi idealizada pelo pesquisador e colecionador Volnir Santos, o “Tchê Voni”, cuja coleção integra o acervo do Museu Histórico Farroupilha de Piratini.
Piratini foi a primeira capital da República Rio-Grandense (1836–1839); Caçapava do Sul foi a segunda capital (1839–1842); Alegrete figura como terceira capital (1842–1845) e está com proposta em curso.
A versão moderna da bandeira do Estado, adotada em 1966, foi inspirada nas cores da bandeira original, que mantinha proporções quadradas e sem o brasão central, usadas por Lanceiros Negros e líderes farrapos.
1836 — primeira costura do pavilhão por Gomes Jardim e Domingos José de Almeida
1836–1839 — Piratini, primeira capital
1839–1842 — Caçapava do Sul, segunda capital
1842–1845 — Alegrete, terceira capital (proposta)
"Um elo indissociável entre o passado de lutas e o orgulho do povo do pampa", diz Volnir Santos sobre o reconhecimento do pavilhão.
O próximo passo é estender as leis municipais às demais antigas sedes republicanas: Alegrete, São Gabriel e São Borja.