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Quilombolas de Pariconha reclamam ao MPF falta de água tratada e serviços básicos

Reunião foi na quinta (20) em Sítio Rolas; MPF vai cobrar Codevasf, concessionária, Município e Seagri por respostas

Redação POLITICA.NEWS21 de ago. de 2026 · 14h052 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Quilombolas de Pariconha reclamam ao MPF falta de água tratada e serviços básicos
Reprodução: www.mpf.mp.br

Quilombolas de Sítio Rolas, Alto dos Capelas e Campo do Urubu levaram ao MPF falta de água tratada e serviços essenciais.

O MPF vai pedir informações à Codevasf, à concessionária responsável e ao Município e avaliar inclusão das famílias em mutirões para tarifa social de água.

O encontro ocorreu na quinta-feira (20) na Escola Municipal de Educação Básica Padre Epifânio Moura, em Sítio Rolas; participaram o procurador da República Eliabe Soares e o antropólogo Ivan Farias, além de lideranças locais.

Sítio Rolas, com cerca de 40 famílias, fica próximo ao Canal do Sertão e ao Subsistema 12 executado pela Codevasf, mas não tem abastecimento regular de água tratada; a chegada de água bruta exige tratamento e distribuição ainda pendentes.

Enquanto o serviço não é regular, famílias usam filtro de barro, hipoclorito e fervura; relatos dizem que parte consome água sem tratamento adicional.

Alto dos Capelas, também com cerca de 40 famílias, tem rede instalada, mas a água deixou de chegar regularmente, forçando dependência de carros-pipa.

Em Sítio Rolas, uma obra para implantar uma unidade de saúde está paralisada há cerca de sete anos; moradores reclamam baixa frequência de profissionais e dificuldade para conseguir ambulância.

Alto dos Capelas e Campo do Urubu relatam problemas na unidade de referência em Campinhos: número limitado de fichas e dificuldade de transporte em emergências.

Moradores pediram unidade móvel com serviços médicos e odontológicos; o MPF vai solicitar ao Município esclarecimentos sobre a obra paralisada, regularidade das visitas, equipe móvel, atendimento odontológico e disponibilidade de ambulância.

Famílias também reclamaram falta de acesso a políticas agrícolas: pediram tratores, implementos, kits de irrigação e sementes de milho e feijão; houve entrega de alevinos sem capacitação para manejo.

O MPF vai reiterar demandas à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagri) e buscar apoio técnico para transformar a piscicultura em atividade produtiva.

A distribuição de cestas básicas via Conab e Fundação Cultural Palmares foi interrompida desde 2022; o MPF vai apurar a interrupção e os programas de segurança alimentar disponíveis.

"Quando a comunidade conhece seus direitos e sabe que pode procurar o Ministério Público Federal, ela também se fortalece para cobrar políticas públicas", disse o procurador Eliabe Soares durante a reunião.

O MPF dará continuidade ao acompanhamento das demandas e buscará interlocução com órgãos responsáveis por abastecimento de água, saúde, saneamento, infraestrutura, agricultura, segurança alimentar e proteção territorial.

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